Investigador expulso da polícia por extorsão é preso por suspeita de integrar facção e planejar morte de promotor 

14
Investigador expulso da polícia por extorsão é preso por suspeita de integrar facção e planejar morte de promotor – Foto: Reprodução

Operação Infiltrados cumpriu mandados nesta terça-feira (9). Homem foi encontrado em Cardoso/SP e apresentado na Central de Flagrantes de Votuporanga/SP.


Um ex-policial civil e investigador de 50 anos foi preso em Cardoso/SP, nesta terça-feira (9.jun), durante a Operação Infiltrados, que cumpriu três mandados de prisão e dez de busca e apreensão na cidade e em Campinas/SP.

Após ser encontrado em Cardoso, ele foi apresentado na Central de Flagrantes de Votuporanga/SP. O homem havia sido expulso da Polícia Civil de Campinas há alguns anos, por envolvimento em um crime de extorsão mediante ao sequestro.

Ao longo da operação, também foram presos um ex-estagiário do Ministério Público e um chefe de investigadores da Polícia Civil suspeitos de serem infiltrados da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os trabalhos são desdobramentos de outras duas ações realizadas no ano passado: a Operação Pronta Resposta e a Operação Off White, ambas investigaram ações criminosas do PCC.

Os três suspeitos presos estariam envolvidos em um plano para matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e em um esquema de extorsão de investigados.

Como atuavam os suspeitos

Segundo as investigações, o ex-estagiário é acusado de buscar nos bancos de dados do MP informações para identificar criminosos e extorquir dinheiro deles em troca de suposta proteção nas investigações e, para isso, teria contado com a ajuda de um policial penal e do ex-policial civil.

O chefe de investigadores preso na operação também é suspeito de passar informações privilegiadas, em troca de dinheiro, a um criminoso investigado pela polícia.

O MP afirmou que os fatos ainda estão sob apuração do Gaeco com apoio das Polícias Militar, Civil e Penal, para coletar mais provas e compreender melhor os desdobramentos da atuação dos suspeitos envolvidos no caso.

Além do 1º BAEP, participam da operação as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.

*Com informações do g1