Grupo suspeito de vazar dados de milhões de brasileiros vendia informações por até R$ 0,30 

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Algumas das apreensões realizadas na "Operação Tatu Canastra", feita pela Delegacia Seccional de Fernandópolis — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em municípios dos estados de São Paulo e Paraná. A operação foi comandada pela Delegacia Seccional de Fernandópolis, na quinta-feira (28). Suspeitos serão ouvidos.


Após operação realizada pela Delegacia Seccional de Fernandópolis/SP, que identificou um grupo criminoso suspeito de vazamento de dados de milhões de brasileiros, os policiais constataram que os investigados armazenavam e vendiam as informações por até R$ 0,30. Sete pessoas foram apontadas como líderes da quadrilha e serão ouvidas na tarde desta sexta-feira (29.nov). 

Segundo apuração da Polícia Civil, os dados das vítimas eram vendidos por menos de R$1,00 para empresas de telemarketing, golpistas e profissionais liberais que ofereciam assessoria previdenciária. 

No total, sete pessoas foram apontadas como líderes da quadrilha e serão ouvidas. Os suspeitos podem responder pelos crimes de organização criminosa e invasão de dispositivo informático. 

Operação “Tatu Canastra” 

Após um ano de investigações, a Polícia Civil identificou que o grupo possuía dados funcionais de servidores de Tribunais de Justiça. Entre as informações obtidas, 170 mil servidores do Rio de Janeiro/RJ, de bancos de dados de autarquias previdenciárias, de concessionárias de telefonia e de prefeituras em vários estados foram lesados. 

A Polícia Civil cumpriu mandados em São PauloBauruCampinasPraia GrandeTaubaté e em cidades do Paraná. 

Segundo os policiais, a investigação apontou que o grupo fazia um enriquecimento de dados, juntando arquivos de fontes variadas para ter um maior valor no mercado para comercialização. 

Entre os clientes envolvidos na venda desses dados estão empresas de telemarketing, profissionais liberais, empresários e criminosos que usam esses dados para a lavagem de dinheiro, evasão de dívidas e golpes digitais. 

*Com informações do g1

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