Urna eletrônica precisou ser reiniciada em Votuporanga; em cidades da região, chuvas provocaram alagamentos em escolas, mudanças de seções eleitorais e interrupção no fornecimento de energia elétrica
VOTUPORANGA — Domingo, 25 de outubro de 2026
O segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) foi marcado por problemas pontuais em urnas eletrônicas e transtornos provocados pelas chuvas em diferentes municípios do Noroeste Paulista. Em Votuporanga, uma urna precisou ser reiniciada, enquanto em São José do Rio Preto, Olímpia e Catanduva foram registradas outras ocorrências durante a votação.
Apesar dos contratempos, os problemas relatados não impediram a continuidade do processo eleitoral.
Votuporanga registra problema em urna eletrônica
Em Votuporanga, a ocorrência registrada foi no Centro Educacional Piconzé, onde uma urna eletrônica apresentou problema e precisou passar por um procedimento de reinicialização.
Após a intervenção técnica, o equipamento voltou a funcionar normalmente, permitindo a continuidade da votação.
Até o balanço divulgado durante a tarde, essa era a única ocorrência envolvendo urnas eletrônicas relatada no município.
Chuva provoca alagamento em escola de Rio Preto
Em São José do Rio Preto, a chuva causou transtornos na Escola Municipal Cyrino Vaz de Lima, localizada no bairro Nova Esperança.
Parte da unidade escolar ficou alagada, com infiltrações e goteiras atingindo salas de aula e corredores utilizados pelos eleitores.
A chefe da 267ª Zona Eleitoral, Renata Kfouri, informou que um bloco inteiro da escola foi afetado. Uma seção eleitoral precisou ser transferida para outra sala, enquanto outros espaços passaram por reorganização para garantir a continuidade da votação.
A Prefeitura informou que as calhas da escola haviam sido substituídas recentemente e que os alagamentos ocorreram em pontos específicos da unidade.
Ainda em Rio Preto, duas urnas eletrônicas precisaram ser substituídas. Uma delas estava na Escola Municipal de Educação Infantil Vera, no distrito de Engenheiro Schmitt. A outra foi trocada na Escola Estadual Professora Zulmira da Silva Salles, no Jardim Urano.
Falta de energia afeta votação em Olímpia
Em Olímpia, a chuva também provocou problemas em locais de votação.
Na Escola Estadual Dona Anita Costa, uma seção eleitoral precisou ser transferida de sala devido às infiltrações.
A situação foi mais delicada no distrito de Baguaçu, onde a interrupção no fornecimento de energia elétrica deixou a Escola Estadual Elói Lopes Ferraz sem iluminação.
Mesmo com a falta de energia, as urnas eletrônicas continuaram funcionando por meio de suas baterias internas.
Segundo informações da 80ª Zona Eleitoral de Olímpia, a concessionária CPFL Paulista foi acionada para restabelecer o fornecimento.
Catanduva registra substituição de três urnas
Em Catanduva, três urnas eletrônicas precisaram ser substituídas durante o segundo turno.
Duas trocas ocorreram antes mesmo do início da votação, em equipamentos instalados na Escola Estadual Barão do Rio Branco e na Escola Municipal Professor Nelson de Macedo Musa.
A terceira substituição aconteceu na Escola Municipal Professor Santos Aguiar.
Procedimentos garantem continuidade da votação
A Justiça Eleitoral dispõe de equipamentos de contingência para substituir urnas que apresentem falhas técnicas.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os votos registrados antes de uma eventual substituição são preservados, garantindo a segurança do processo eleitoral.
No primeiro balanço nacional deste domingo, referente ao período entre 8h e 10h, o TSE informou que 467 urnas haviam sido substituídas em todo o país, correspondendo a aproximadamente 0,09% dos equipamentos utilizados.
Nenhuma seção eleitoral havia precisado recorrer à votação em cédulas de papel naquele levantamento.
As ocorrências registradas em Votuporanga e nas cidades da região demonstraram a necessidade de intervenções pontuais para assegurar o funcionamento das seções eleitorais, especialmente diante das chuvas que atingiram o Noroeste Paulista neste domingo.





