STF reduz pena e solta homem apontado como elo do PCC com a máfia italiana

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STF reduz pena e solta homem apontado como elo do PCC com a máfia italiana – Foto: Reprodução 

A trajetória de Levi Adriani Felício no crime organizado começou a ser amplamente detalhada em 2014, quando a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo desmontaram um núcleo da organização criminosa em Limeira/SP.


O Supremo Tribunal Federal (STF) reduziu a pena de Levi Adriani Felício, apontado por investigações como um importante elo entre o Primeiro Comando da Capital e o crime organizado internacional. A decisão foi tomada pelo ministro Nunes Marques, o que permitiu ao criminoso obter a liberdade.

A trajetória de Levi Adriani Felício no crime organizado começou a ser amplamente detalhada em 2014, quando a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo desmontaram um núcleo da organização criminosa em Limeira/SP.

Naquela época, ele atuava como o responsável pelas finanças do grupo e pelo armazenamento de armas. Menos de um ano depois da operação, Levi Adriani Felício acabou solto após um habeas corpus concedido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Rota internacional da cocaína

Nas ruas, o criminoso cresceu na hierarquia da facção. De acordo com as apurações da Polícia Federal, Levi Adriani Felício transformou-se no elo central entre a organização brasileira e a ‘Ndrangheta, a máfia italiana. Essa aliança permitiu que os grupos passassem a dominar uma importante rota de tráfico internacional de cocaína voltada para a Europa e para os Estados Unidos.

No Paraguai, Levi Adriani Felício e seu grupo eram apontados pelas autoridades locais como os principais fornecedores de drogas tanto para o Primeiro Comando da Capital quanto para o Comando Vermelho. As atividades da quadrilha também foram alvo de ações internacionais, como uma operação da Marinha dos Estados Unidos que interceptou o veleiro Lobo VI com mais de quatro toneladas de cocaína em abril de 2025.

Redução de pena e liberdade

No Brasil, o traficante é investigado em pelo menos três operações diferentes da Polícia Federal. A Justiça brasileira chegou a determinar a apreensão de bens avaliados em quase R$ 2 bilhões pertencentes à quadrilha. O esquema envolveu, inclusive, investigações sobre os músicos MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

Apesar do esforço conjunto de autoridades brasileiras, paraguaias, europeias e americanas para conter a atuação do grupo, a defesa do acusado ingressou com um pedido de habeas corpus em Brasília/DF há um ano.

Ao analisar o caso, o ministro Nunes Marques concedeu o benefício a Levi Adriani Felício e a outros condenados. O ministro reconheceu que os réus atuavam em uma organização criminosa, mas desconsiderou a acusação do crime de associação para o tráfico. Com a desconsideração desse crime, diversos envolvidos tiveram suas penas diminuídas. Beneficiado diretamente pelo recálculo da pena determinado pelo Supremo Tribunal Federal, Levi Adriani Felício foi colocado em liberdade no mês de março.

*Com informações da BAND