SOBRIEDADE JÁ

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Carlinhos Marques - Presidente Fundador do INSTITUTO NOVO SINAI - Foto: Reprodução

CONHEÇA O SERVIÇO DE FAMILIA ACOLHEDORA

Há quase 22 anos, o Instituto Novo Sinai acredita que recomeçar é possível. Agora, essa missão ganha uma nova frente: o Serviço de Família Acolhedora.

Mas o que é uma Família Acolhedora?

É uma família que abre temporariamente as portas de sua casa para receber uma criança ou adolescente que, por alguma situação de vulnerabilidade, precisou ser afastado provisoriamente de sua família de origem.

E quem pode ser uma Família Acolhedora? Famílias que tenham disponibilidade, ambiente adequado e, principalmente, disposição para oferecer cuidado, segurança e afeto.

Não se trata de adoção. O acolhimento é temporário, enquanto se trabalha para que a família de origem possa se reorganizar e, quando possível, a criança retorne para casa. Durante o período de acolhimento, a família recebe um auxílio financeiro destinado aos custos relacionados a essa missão.

Ser Família Acolhedora é muito mais do que oferecer um quarto, uma cama ou um endereço. É oferecer presença. É dizer a uma criança que, mesmo em um momento difícil, existe alguém disposto a cuidar dela.

Informe-se conosco pelo telefone 17 99765-9437. Existem crianças que precisam de mais do que um lugar para ficar. Precisam de alguém que diga: “Estou aqui”.

“Quem acolhe uma destas crianças em meu nome, a mim acolhe.” — Mateus 18,5

MAS QUEM É O PAI

Quando uma mulher está grávida, ninguém costuma dizer: “Fulana está criando um bebê”. Dizemos: “Fulana está esperando um bebê”. E existe uma grande diferença entre esperar e criar.

Quem espera, espera aquilo que já existe. De certa maneira, a mãe acolhe em seu ventre uma vida que Deus já criou. Antes de ser filho daquele casal, aquela criança é criatura e filha de Deus.

Por isso, ser pai e mãe é muito mais do que garantir comida, escola. Tudo isso é importante, claro. Mas existe uma missão ainda maior: apresentar ao filho o Pai que lhe deu a vida.

Os pais não são donos absolutos dos filhos. São administradores de uma vida que lhes foi confiada. Cabe a eles cuidar, ensinar, proteger e preparar aquela criança para caminhar pelo mundo.

A mamãe espera um filho do céu. E, um dia, esse filho voltará para a casa.

Agora imagine seu filho chegando diante de Deus e perguntando:

“Quem é você? Meus pais nunca me falaram sobre Você?”

“Ensina à criança o caminho que ela deve seguir.” — Provérbios 22,6

AUMENTEI, MAS NÃO INVENTEI.

A fofoca quase sempre vem acompanhada de alguma coisa negativa sobre alguém. Virtude não dá audiência. E a fofoca tem uma estratégia curiosa: em vez de levantar o outro, ela puxa o outro para baixo, provavelmente até o patamar de quem está contando.

Começa assim: “Ele chegou atrasado”.

Depois vira: “Ele está sempre atrasado”.

Mais adiante: “Ele não tem responsabilidade”.

E, quando a história termina sua peregrinação pela boca dos outros, já virou: “Ele abandonou a família”.

Enquanto circula, cada pessoa acrescenta um detalhe, uma opinião, e principalmente, uma certeza. É o famoso “aumentei, mas não inventei”. Só que, de aumento em aumento, a história original já morreu faz tempo.

São Tiago sabia do estrago que a língua pode causar. Comparou-a ao fogo. E hoje esse fogo ganhou as redes sociais.

São Paulo aconselha que nossas palavras sejam úteis e capazes de edificar.

Talvez devêssemos adotar uma regra simples: se não podemos melhorar a história, talvez seja melhor não contá-la.

Afinal, quem espalha fogo não pode escolher onde as chamas vão parar.

“Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas somente a que for útil para edificar.” — Efésios 4,29

OUVIR JESUS, E OUVIR SOBRE JESUS

Existe uma diferença enorme entre ouvir Jesus e ouvir falar de Jesus.

Nunca tivemos tanta gente falando sobre Ele. Há pregações, músicas, livros, milhares de publicações nas redes sociais. Jesus ganhou visibilidade. Existe até uma espécie de “marketing religioso” em torno do Seu nome.

E não há nada de errado em anunciar Jesus. Aliás, Ele mesmo quem pediu que suas palavras fossem anunciadas.

O problema começa quando passamos tanto tempo falando sobre Jesus que deixamos de escutar aquilo que Ele realmente disse.

Jesus não veio ao mundo apenas para ser admirado, compartilhado ou transformado em uma coleção de frases bonitas para as redes sociais. Ele veio para ser seguido.

Ouvir Jesus significa perdoar como Ele ensinou, amar como Ele amou, servir sem esperar aplausos, cuidar de quem precisa.

É possível saber muito sobre Jesus e praticar muito pouco do que Ele ensinou.

No fim, talvez a pergunta mais importante não seja: “Quanto você sabe sobre Jesus?”

Mas esta: “Quanto daquilo que Jesus ensinou está realmente governando a sua vida?”

Porque conhecer Jesus muda o discurso. Segui-lo muda a vida.

“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus.”  Mateus 7,21

CUIDADO COM A FILA INDIANA

Existe uma expressão conhecida: “fila indiana”. Um atrás do outro, seguindo o mesmo caminho. A gente faz fila no banco, no mercado, em eventos e até na igreja. E, muitas vezes, segue o fluxo sem perguntar para onde ele está levando.

O problema é quando começamos a formar filas indianas imaginárias na vida.

Todo mundo vai para um lado, então vamos também. Todo mundo pensa assim, então pensamos também. Todo mundo aponta o dedo, então apontamos junto.

E nessa fila imaginária existe uma coisa curiosa: cada pessoa carrega uma mochila nas costas. Dentro dela estão seus defeitos, suas fraquezas, seus medos, suas culpas e suas próprias dificuldades.

Só que, andando em fila, ninguém consegue enxergar a própria mochila. Vemos apenas a mochila de quem está à nossa frente.

E aí começa a comparação: “Olha o peso que aquele está carregando!”

Enquanto isso, quem vem atrás está olhando para a nossa mochila e pensando exatamente a mesma coisa.

O detalhe é que ninguém sabe o que realmente existe dentro da mochila do outro. Não sabe quanto pesa, há quanto tempo aquela pessoa a carrega, nem quantas vezes ela já pensou em desistir.

Talvez por isso Jesus nos ensine a olhar primeiro para nós mesmos.

Antes de julgar a mochila do outro, talvez seja melhor verificar o que estamos carregando na nossa.

“Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu?” — Mateus 7,3

Por: Carlinhos Marques

Presidente Fundador Instituto Novo Sinai, idealizador projeto “Sobriedade Já”

@novosinai

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