Saúde retira de cronograma previsão de entrega de 30 mi de doses para 2021

198

O quantitativo diz respeito a 20 milhões de doses do imunizante indiano Covaxin e mais 10 milhões da vacina russa Sputnik V.

________________________________________________________________________O Ministério da Saúde revisou hoje o cronograma de entrega de vacinas contra a covid-19 para 2021, e não conta mais com uma data específica para receber 30 milhões de doses que estavam previstas na última atualização do plano nacional de vacinação, feita em 15 de março. O quantitativo diz respeito a 20 milhões de doses do imunizante indiano Covaxin e mais 10 milhões da vacina russa Sputnik V. 

Ambas as vacinas estavam previstas para o primeiro semestre e tiverem problemas para receberem um aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No final de março, a agência federal negou os pedidos de importação e uso emergencial da Covaxin. Dias antes, a Sputnik V teve o prazo de análise do seu pedido de uso emergencial suspenso pela Anvisa, que alegou falta de documentação. 

Com a situação dos imunizantes indefinida, a pasta chefiada pelo ministro Marcelo Queiroga anunciou em entrevista coletiva realizada hoje, em Brasília, um novo cronograma de entrega de vacinas contra a covid-19 para este ano. Nele, tanto a Covaxin como a Sputnik V só constam no total de vacinas contratadas, mas sem previsão de entrega. 

A Ministério afirmou que agora vai revisar às quartas-feiras o cronograma de entrega de doses, baseado nos possíveis contratempos que a logística dos imunizantes pode sofrer, como atraso na importação de doses e, principalmente, na liberação de insumos para o envase nacional de vacinas. Atualmente, o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que envasa a vacina da AstraZeneca/Oxford, dependem de matéria-prima vinda da China. 

Além da falta de previsão das entregas da Covaxin e da Sputnik V, outro desfalque de imunizantes no cronograma atualizado é em relação às doses da vacina de Oxford que chegam ao Brasil por meio do Covax Facility, um consórcio de vacinas liderado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). 

No mês passado, o governo federal previa a chegada de pouco mais de 9 milhões de doses do consórcio até maio. Agora, essa previsão de entrega caiu para pouco mais de 3 milhões, com uma redução de cerca de 6 milhões de doses. 

Outros grandes quantitativos, como os 38 milhões de doses negociadas com a Janssen (subsidiária da Johnson & Johnson) e mais 32,5 milhões de doses previstas para serem entregues por meio do Covax, estão no cronograma apenas a partir de outubro, no quarto trimestre do ano. 

*Com informações do UOL