SanSaúde: dicas e orientações para a saúde da mulher

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Ginecologista e obstetra, Dra. Gabriela Trindade, explicou quais principais exames e doenças, além de cuidados essenciais ao longo da vida.


A saúde da mulher, dentre outras coisas, significa manter hábitos de vida saudáveis, cuidar dos fatores emocionais, fugir dos fatores de risco, fazer os exames, assim como ter um bom acompanhamento médico até a menopausa e ficar preparada para um envelhecimento com qualidade de vida!  

Em homenagem ao Dia Internacional das Mulher, celebrado no dia 8 de março, o SanSaúde preparou dicas e orientações muito importantes sobre os cuidados essenciais que elas precisam ter ao longo da vida. 

Exames essenciais para a mulher 

Todos nós já nascemos realizando exames, como o teste do pezinho e o tipo sanguíneo na maternidade.  Mas, com o passar dos anos, as mulheres devem realizar outros, que serão solicitados com periodicidade variável, levando em conta o histórico familiar, os hábitos de vida e a avaliação do profissional de saúde. 

A ginecologista e obstetra, Dra. Gabriela Trindade, contou quais as principais avaliações. “Devem começar a partir da menarca (primeira menstruação) para acompanhar o desenvolvimento da mulher: um exame clínico e laboratoriais (hemograma, glicemia, colesterol, triglicérides, TSH, T4 livre e outros quando indicados)”, disse. 

Evitando o câncer

O papanicolau deve ser feito no início da vida sexual. “É realizado para detectar câncer de colo uterino e lesões precursoras, em pacientes dos 25 anos aos 65 anos, segundo o Ministério da Saúde”, complementou. 

A partir dos 40 anos, a mamografia é solicitada para detecção precoce do câncer de mama e lesões precursoras. “O Ministério da Saúde recomenda a realização do exame na faixa etária de 50 aos 70 anos. Já a Sociedade de Mastologia sugere a partir dos 40 anos. Porém pode ser feito em qualquer idade, sempre que necessário, conforme orientação médica”, disse a Dra. Gabriela. 

Vida sexual 

Assim que a mulher inicia a vida sexual deve procurar o ginecologista, para receber as orientações quanto ao sexo protegido, a fim de prevenir infecções durante a relação sexual, impedindo o desenvolvimento de doenças sexualmente transmissíveis (uso de preservativo) e quanto a escolha do melhor método contraceptivo. “São várias opções e levamos em consideração o perfil de cada paciente”, afirmou. 

Principais doenças 

A médica alertou para as principais doenças como corrimentos vaginais. “Existem vários agentes que causam essas patologias. Para cada um, há um tratamento específico. Mas há medidas gerais para sua prevenção, como: evitar deixar a vagina úmida, não usar roupas sintéticas e justas, usar sabonete íntimo moderadamente e urinar sempre após relação sexual”, afirmou. 

Sobre a Síndrome dos ovários policísticos, a ginecologista explicou que ocorre após uma alteração metabólica, que causa mudanças hormonais. “O tratamento é individualizado, mas dentre eles, estão alimentação saudável, exercício físico e, se necessário, medicação”, complementou. 

Dra. Gabriela também citou os miomas uterinos, que são nódulos que se desenvolvem em qualquer camada do útero (mucosa/muscular/serosa). “O sintoma mais frequente é o sangramento vaginal excessivo na menstruação ou fora dela. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, dependendo de cada caso”, disse. 

Outra patologia comum é a Endometriose. “Ocorre quando o endométrio (camada interna do útero) se implanta fora útero, ou seja, ovários, trompa, intestino, bexiga e outras regiões do abdômen. O sintoma mais frequente é a dor pélvica e o tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, dependendo de cada caso”, frisou.