Candidatos comentaram resultado das urnas neste domingo; segundo turno será realizado em 25 de outubro
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais abriu oficialmente uma nova etapa da disputa pelo Palácio do Planalto. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fizeram pronunciamentos neste domingo (4) e já deram sinais de que as próximas três semanas serão marcadas por forte confronto político.
Com mais de 99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro terminou à frente, enquanto Lula ficou na segunda colocação. Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos, os dois voltarão a se enfrentar nas urnas no dia 25 de outubro.
Lula diz que resultado serve de “lição”
Em sua manifestação após o primeiro turno, Lula reconheceu que o resultado ficou abaixo das expectativas de sua campanha e afirmou que o desempenho das urnas representa uma “lição” que precisa ser compreendida. O presidente também endureceu as críticas ao adversário e indicou que pretende confrontar Flávio Bolsonaro diretamente durante a campanha do segundo turno.
Mais cedo, ao votar em São Bernardo do Campo, Lula havia afirmado que a eleição representava uma escolha entre diferentes projetos para o país e garantiu que respeitaria o resultado das urnas.
Flávio comemora desempenho
Do outro lado, Flávio Bolsonaro comemorou o resultado obtido no primeiro turno e apresentou a votação como sinal de desejo de mudança de parcela do eleitorado.
Durante o dia, o candidato do PL já havia adotado discurso crítico ao governo Lula, citando impostos, endividamento das famílias, preços dos alimentos e segurança pública. As declarações fazem parte dos temas que devem ganhar destaque na campanha das próximas semanas.
Três semanas de campanha
A partir de agora, Lula e Flávio Bolsonaro terão o desafio de conquistar os eleitores que optaram por outros candidatos no primeiro turno, além de buscar reduzir abstenções e consolidar suas próprias bases eleitorais.
O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro, quando os brasileiros voltarão às urnas para definir quem comandará o país pelos próximos quatro anos





