Eleições redesenham Congresso e Senado tem forte renovação para 2027

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Das 81 cadeiras do Senado, 54 estão sendo renovadas neste domingo; Câmara terá nova composição com 513 deputados federais
As eleições deste domingo (4) não estão definindo apenas o próximo presidente da República e os governadores. O resultado das urnas também redesenha o Congresso Nacional para os próximos quatro anos e começa a revelar uma nova correlação de forças políticas em Brasília.
O impacto mais expressivo ocorre no Senado Federal. Neste ano, 54 das 81 cadeiras estão em disputa, o equivalente a dois terços da Casa. Cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, com mandato de oito anos. As outras 27 cadeiras, escolhidas em 2022, permanecem ocupadas até 2031.
Senado passa por grande renovação
Os primeiros resultados confirmados ao longo da noite mostram desempenho expressivo de candidatos ligados à direita e ao centro-direita em diferentes estados, com destaque para o PL.
No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, foram eleitas, formando, ao lado de Damares Alves (Republicanos), uma bancada feminina no Senado pelo DF.
Em Santa Catarina, o PL também conquistou as duas vagas em disputa, com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.
No Paraná, Filipe Barros (PL) garantiu uma das vagas, enquanto Deltan Dallagnol (Novo) aparecia entre os eleitos, embora sua candidatura esteja envolvida em disputa judicial que pode afetar a situação dos votos.
Em Rondônia, foram eleitos Fernando Máximo e Bruno Scheid, ambos do PL. No Rio Grande do Sul, as vagas ficaram com Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo).
São Paulo, maior colégio eleitoral do país, também definiu seus representantes: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos para os dois lugares em disputa.
Os resultados já confirmados indicam crescimento do PL no Senado, mas a composição nacional definitiva por partido ainda depende da conclusão da apuração nos estados.
Câmara renova todas as 513 cadeiras
Na Câmara dos Deputados, a mudança é ainda mais ampla em números absolutos: todas as 513 cadeiras foram submetidas às urnas.
Diferentemente do Senado, em que vencem diretamente os dois candidatos mais votados de cada estado, a eleição para deputado federal utiliza o sistema proporcional. A quantidade de vagas conquistadas por cada partido ou federação depende da votação recebida pelas legendas e candidatos e das regras do quociente eleitoral e da distribuição das cadeiras.
São Paulo continuará com a maior bancada do país, com 70 deputados federais. Com a apuração ainda em andamento na noite deste domingo, nomes de diferentes campos políticos já apareciam entre os eleitos pelo Estado.
A composição definitiva das bancadas partidárias nacionais ainda estava sendo fechada pela Justiça Eleitoral. A própria Câmara informou que, após a conclusão da apuração, divulgará a comparação entre a nova composição e a atual, incluindo crescimento ou redução das bancadas, índices de renovação e reeleição e perfil dos novos parlamentares.
Congresso será decisivo para o próximo presidente
A nova configuração do Congresso terá importância direta para quem assumir a Presidência da República em janeiro de 2027.
É na Câmara e no Senado que passam projetos de lei, reformas constitucionais, orçamento e grande parte das propostas apresentadas pelo Executivo. A composição das duas Casas também interfere diretamente na capacidade de qualquer governo construir maioria parlamentar.
O Senado possui ainda atribuições exclusivas de grande peso institucional, como analisar indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, tribunais superiores e outros órgãos.
Por isso, além da disputa presidencial, a formação do Congresso está entre os resultados políticos mais importantes das Eleições 2026.
A posse dos novos deputados federais e senadores ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027, quando começará a nova legislatura.