Espanha vence a Argentina na prorrogação e é bicampeã do mundo 

8
Jogadores da Espanha comemoram o título da Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Na 20ª finalização espanhola, Ferran Torres fuzila o gol de Dibu e consagra o futebol de domínio total. Inofensiva, Argentina é vice pela quarta vez.


Um gol de fúria. De quem não aguentava mais perder chances. Quando Ferran Torres fuzilou de canhota, o mundo, finalmente, voltou aos pés da Espanha.

Poderia ter sofrido menos. Foi somente na prorrogação que a Espanha marcou 1 a 0 e venceu a Argentina, no estádio de Nova Jersey, neste domingo, no encerramento da Copa dos EUA, Canadá e México.

Os argentinos tiveram um expulso no fim do tempo regulamentar. O que só aumentou o domínio espanhol da partida. Foram 19 finalizações até o chutaço de Torres furar o gol de Dibu no segundo tempo da prorrogação.

A Argentina de Messi ameaçou no fim, mas não chutou a gol em 120 minutos. Termina com o quarto vice-campeonato em Copas.

Com a bola rolando… 

Em menos de quatro minutos, Lamine Yamal entrou duas vezss na área da Argentina com a bola dominada. A finalização de perna esquerda foi desviada e depois defendida por Dibu. Na outra chance, cruzou fraco. 

Nos primeiros 30 minutos, o jogo de controle da Espanha não foi muito além disso. Paciência e toque de bola, mas pouca contundência. 

Do lado da Argentina, muito pouco também. Messi tentou alcançar uma bola que Unai Simón logo saiu para cortar. Mas a Scaloneta terminou a primeira etapa sem qualquer tentativa de finalização. 

Nos minutos finais da primeira etapa, a melhor versão da Espanha ameaçou em triangulação que terminou com calcanhar de Olmo para Oyarzabal, que bateu de primeira para boa defesa de Dibu. 

Com duas substituições – Otamendi entrou no fim da primeira etapa e Paredes no intervalo (saíram Lisandro Martínez e Nico González) -, a Argentina tentava respirar em vão no início da segunda etapa. Com poucos segundos, Baeana roubou a bola logo e chutou para o gol. 

Scaloni mexeu mais uma vez antes dos 10 minutos de segundo tempo, mas a pressão espanhola não cessava. Olmo chutou com perigo para outra defesa de Dibu. O time de De La Fuente chegou em linda troca de passes duas vezes desde o meio de campo até a área. Otamendi cortou em uma e Montiel em outro lance. Em outra boa subida, Yamal cruzou e Fernan Torres – que substituiu Oyarzabal – cabeceou em cima do goleiro argentino. 

De La Fuente colocou Nico Willian e Merino aos 29 minutos. O jogo continuava de um time só, mas faltava eficiência ao controle total da Espanha – foram 13 finalizações, mas poucas chances claras, daquelas que o coração sai pela boca do torcedor. 

A única chance argentina veio numa rara troca de passes e cruzamento fechado de Simeone, que Unai Simón pegou bem. Nos acréscimos, Enzo Fernández recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Antes da prorrogação, Yamal bateu falta com perigo, mas Dibu espalmou. 

Prorrogação 

Com um a mais, a primeira chance espanhola parou em quase milagre de Dibu. Nico Williams não cabeceou em cheio e perdeu a chance. No lance seguinte, Merino girou na área e Williams marcou na sobra, mas o árbitro anulou. Marcou falta de ataque. 

O drama espanhol aumentou quando Merino perdeu chance incrível, a mais limpa da Espanha, em cruzamento de Nico. 

Mas logo nos primeiros segundos da segunda etapa da prorrogação, depois de 105 minutos de domínio e 19 finalizações, Lamine Yamal cruzou, Nico arrumou e Torres afundou a Argentina para o vice-campeonato. 

O mundo é da Espanha pela segunda vez. E 2030 a Copa é lá. 

Até 2030. E vai ser na Espanha… 

A Copa do Mundo de 2030 marca os 100 anos do maior torneio de seleções do planeta. Envolverá três continentes (Europa, África e América do Sul) e terá três sedes principais: Espanha, Portugal e Marrocos. Mas com jogos inaugurais de Uruguai, Argentina e Paraguai dentro de casa, como parte das festividades. 

A Fifa ainda estuda o formato do torneio. É possível a manutenção das 48 seleções (foram 104 jogos), mas há avaliações para chegar a 64 equipes.