Escritório Cruz Francelino Advogados recepciona diretoria da área de Segurança e Inteligência do Banco Santander

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 O apresentador Antônio Carlos de Camargo e o advogado Aires Fernando Cruz Francelino recepcionam os gerentes de segurança do Santander

O superintendente da Área de Segurança e Inteligência do Banco Santander, Douglas
Alexandre Azi Prehl Junior, e o Gerente de Segurança do Banco Santander Brasil,
Raphael Parreira, estiveram nesta semana em Votuporanga em visita ao escritório
comandado pelo advogado Aires Fernando Cruz Francelino, que responde as ações de
segurança de todas as agencias do Santander no Brasil (A5)

No escritório Cruz Francelino Advogados na última quinta, a dupla realizou um
bate papo para atualizar os advogados responsáveis pela área de segurança do Santander
as novidades tecnológicas. Na foto, da esquerda para direita, o Gerente de Segurança do
Banco Santander Brasil, Raphael Parreira, o advogado Aires Fernando Cruz Francelino,
a sua irmã, também advogada, Maria Ignês Cruz Francelino, o superintendente da Área
de Segurança e Inteligência do Banco Santander, Douglas Alexandre Azi Prehl Junior e
a advogada Judith de Moraes Dias

 

Da Redação

Com direito a palestra no Rotary Clube de Votuporanga, entrevista no Clube Notícias
da Clube FM e um café da manhã na manhã na sede do escritório de advocacia Cruz
Francelino, o advogado Aires Fernando Cruz Francelino liderou a recepção ao
Superintendente da Área de Segurança e Inteligência do Banco Santander, Douglas
Alexandre Azi Prehl Junior, e do Gerente de Segurança do Banco Santander Brasil,
Raphael Parreira. Na terça-feira.
Em entrevista, que se encontra disponível na íntegra na página do facebook da Clube 92
FM, os dois falaram sobre segurança, armamentos e temas relativos a toda sociedade.
Além do longo currículo, a dupla fez com que o Santander passasse de instituição mais
visada pelos bandidos para instituição mais segura, e isso em apenas 6 meses de
trabalho. “Nós estudamos bem o modus operandi dos ataques que ocorriam a nível
Brasil e buscamos, através de tecnologia e inteligência, equipamentos que pudessem
confrontar esse tipo de ataque”, comentou o Douglas Prehl Junior. “O ataque não
acontece somente na instituição financeira, mas fere profundamente a sociedade,
principalmente pela violência com que eles acontecem”, disse.

“Todos esses grandes crimes com certeza tem algum envolvimento de algum
funcionário que é o facilitador”, acrescentou Raphael Parreira.
Parceria com a Polícia
Raphael Parreira destaca que a parceria com a polícia é importante para que o trabalho
funcione, assim como uma boa polícia. “A gente não pode deixar de mencionar todo o
trabalho que a polícia tem feito a nível nacional, a gente vê uma polícia muito
comprometida, principalmente no Estado de São Paulo. A polícia militar é muito bem
comandada”, disse o Raphael.
Segundo ele, em reportagens, a polícia conseguiu uma “redução de quase 70% de
ocorrências a banco no Estado de São Paulo”. Hoje as quadrilhas de assalto a banco
diminuíram, mas se tornaram mais eficientes também. “Você vê uma quadrilha se
especializando mais para enfrentar a polícia”, diz.
“A única instituição financeira preparada para fazer coleta de material genético em
qualquer cena de crime, sem ser a polícia científica, é o Banco Santander”, conclui
Douglas Prehl Junior.

Hackers e crimes digitais
Recentemente um empresário teve seu celular hackeado por uma quadrilha, tendo
perdas financeiras de R$110 mil. Sobre esse caso, Douglas comenta que essa é a
tendência. “É muito comum a migração do crime físico para o digital. A medida que o
tempo vai passando a tendência é que se utilize mais aparelhos e menos cartão de
crédito, menos o dinheiro físico”.
Sobre o crime em específico referido pelo entrevistador, Douglas avisa: “essa pessoa
que cometeu esse delito, eu tenho um recadinho. Esse assunto ta vindo pro meu colo.
Pode se preparar que a gente vai fazer a repressão”.
E não existe crime perfeito. “O dinheiro deixa rastros, independentemente de ser digital
ou físico. Invariavelmente a gente consegue pegar essas pessoas”, conclui Douglas.
Douglas Prehl Junior explica como funcionam os hackers e como cada indivíduo pode
se proteger: “quando a gente fala de um hacker, a gente imagina uma pessoa invadindo
o sistema da pessoa através de quebras de barreiras virtuais, que são as defesas
imputadas dentro de um sistema. Na grande maioria das vezes, 99,9% das vezes, as
pessoas são induzidas a clicar num link, o nome disso é fishing [pescaria]. A pessoa
clica, abre as portas do sistema, e o hacker consegue fazer a entrada. Se a pessoa não
abrir nenhum e-mail, nenhuma mensagem de quem não conhece, você já tem um grande
passo na prevenção de perda digital”.
Armas na mão do cidadão
Para Douglas Prehl Junior, o tema pode até ser polêmico, mas não existe qualquer
dúvida sobre a solução dele: “A população precisa ter o direito de se armar”, diz ele de
forma clara.

“Não quer dizer que todo mundo vai ter acesso ao armamento. Eu sou uma pessoa que
anda armada, o Raphael é uma pessoa que anda armada, e a gente precisa proteger a
nossa vida. Se a gente tem dificuldades de ter o Estado protegendo a minha residência,
minha família, então eu preciso me proteger”, explica.
“Existe uma mística sobre o assunto de que todo mundo vai ter armas e a gente vai viver
num faroeste, todo mundo com arma na cintura e trocando tiros”, diz Douglas, e explica
que é difícil ter uma arma legalizada, são muitos processos e testes, como tirar carteira
de motorista. “Ninguém é o Rambo. Armamento é pra se proteger”, conclui.

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Leg: “O policial hoje sai de casa e não sabe se vai ter a condição de voltar”, comentou
Douglas

A Instituição Policial
Durante toda a entrevista foi louvado o trabalho dos policiais. No encerramento,
Douglas comenta que as pessoas comuns, eles mesmos, sabem que sairão de casa de
manhã e não terão nenhum enfrentamento, não passarão por nenhum conflito. Mas não
os policiais. “O policial hoje sai de casa e não sabe se vai ter a condição de voltar pra
sua residência”, disse Douglas.
“Então eu tenho uma grande estima por esses valorosos heróis, que muitos são
discriminados pela sociedade de uma forma geral”, comenta. Segundo ele, existe um
tipo de preconceito contra policiais no Brasil. “Na maioria das vezes são pais de família,
filhos de pais de família, pessoas como qualquer um outro aqui, que colocam em risco a
própria vida pra proteger a minha vida, a sua, e de tantas outras pessoas, e muitas vezes
de pessoas que só sabem criticá-los”, falou Douglas.
“Então meu respeito profundo à Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia
Militar, Polícia Judicial, Polícia Civil, que garantem de forma heroica a segurança e
soberania nacional. Porque se não fossem eles o Brasil estaria muito pior”, finaliza.