Alviverde vence o São Paulo por 3 a 1 com gols de Maurício, Flaco López e Khellven para assumir liderança provisória da primeira fase do Paulista.
Depois da derrota por 4 a 0 para o Novorizontino, Abel Ferreira comandou o Palmeiras na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, na noite deste sábado, com uma escalação considerada titular. Saiu satisfeito com o desempenho, falando no time próximo do ideal, e aguarda definição sobre o futuro de Raphael Veiga, que está na mira do América, do México, ainda que conte com o meia para 2026.
“É difícil falar dele agora, porque é nosso jogador. Conseguimos, em conjunto, que durante três ou quatro anos fosse um dos maiores artilheiros pela sua qualidade. Chegou a ser chamado à Seleção. Todos sabemos o amor e carinho que tem por este clube, mas não posso adiantar muito mais nada. Contávamos com o Weverton e ele tomou outra decisão”, iniciou Abel Ferreira, em referência à saída do goleiro ao Grêmio.
“Não tenho muita informação, está mais sob a alçada da presidente, Barros e Veiga. Mas claro que conto com Veiga, não há como dizer que não, um jogador desta dimensão, ídolo do clube. Há questões que me ultrapassam, tenho gratidão, respeito e carinho. Juntos passamos momentos difíceis aqui, ele se calhar mais do que eu, mas grandes glórias, conquistas. Agora são questões muito pessoais e de gestão do clube. Não sei o que vai acontecer, mas sim, eu conto com o Veiga”, completou.
Conquistar uma vitória neste sábado era importante ao Alviverde para dar resposta após a derrota por 4 a 0 para o Novorizontino na rodada passada. Em campo, portanto, depois de rodar o elenco dando espaço nas escalações até para as Crias da Academia promovidas ao profissional neste ano, Abel pôs o time mais próximo do ideal pensado para este início de 2026.
Escalou Carlos Miguel; Khellven, Gómez, Fuchs e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Maurício; Allan, Ramón Sosa e Flaco López. O Palmeiras abriu o placar com Maurício, levou o empate, mas conseguiu buscar a vitória com gols de Flaco e Khellven, em lances construídos com bola no pé.
“Cair, aprender, levantar mais forte. Juntos nas derrotas e mais fortes nas vitórias. Acho que contra o Santos e Mirassol a equipe mostrou uma dinâmica boa, hoje com a equipe mais aproximada do que pode ser a equipe do futuro, mais consistente. Mas esta competição é importante ver toda a gente”, disse o treinador.
“Ver estes jogadores da base, o Luis Pacheco, o Larson, o Arthur. Importante que ao longo do ano eles vão ser precisos como nos quatro anos que estamos aqui”, continuou, antes de fazer referência ao time que disputou a Copinha.
“E já que falamos da formação, dar parabéns, sei que a derrota é dura, o treinador e diretor João Paulo estão chateados, mas trabalham para isso, para trabalhar os jogadores para eu aproveitar na equipe principal. Se jogasse o Arthur, o Luighi, o Larson, o Luis, o Riquelme, era outra equipe, com outro peso.”
“Entendo que o torcedor do Palmeiras só quer ganhar, mas há um trabalho muito bem feito pela base, pelo treinador do sub-20, que poderiam estar muito mais reforçados. Vimos boas surpresas e nestes jogos temos que os meter. Por muito que custe, as derrotas e lições também são boas.”
Com o resultado no Choque-Rei, o Palmeiras chega a 12 pontos e assume a liderança provisória da primeira fase do Paulista, podendo ser ultrapassado somente pelo Bragantino, que está em segundo e tem 10 pontos, prestes a enfrentar o Santos na Neo Química Arena no domingo.
O Alviverde volta a atuar no Estadual somente no domingo contra o Botafogo-SP, mas antes estreia no Brasileirão 2026, na quarta-feira, quando visita o Atlético-MG.
*Com informações do ge





