Vereadores pedem que à Prefeitura estude a viabilidade de implantação de uma estrutura específica destinada ao atendimento de pacientes com sintomas de síndromes gripais – “gripário”.
Jorge Honorio
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A gripe passou a circular mais cedo no Brasil em 2026 e já provocou mais de 1,6 mil mortes, segundo o monitoramento epidemiológico da Fundação Osvaldo Cruz, divulgado no dia 9 do mês passado. O avanço antecipado do vírus elevou os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e pressionou os serviços de saúde.
Em Votuporanga/SP, que já contabiliza 5 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2026, o cenário é idêntico, o aumento de casos gripais tem colocado pressão na rede municipal de saúde e gerado reclamações sobre a demora no atendimento e pontos de estrangulamentos ou superlotações.
A questão chegou aos 15 vereadores que, em conjunto, na última segunda-feira (11.mai), pediram por indicação, que a Prefeitura de Votuporanga possa estudar a viabilidade de implantação de uma estrutura específica destinada ao atendimento de pacientes com sintomas de síndromes gripais, popularmente denominado “gripário”.
“A criação de uma unidade específica para atendimento desses pacientes permitirá centralizar o fluxo de casos sintomáticos, garantindo atendimento mais ágil, organizado e direcionado, além de reduzir significativamente a sobrecarga nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e demais serviços da rede municipal. Importante destacar que o Município já adotou, em momentos anteriores, estratégias semelhantes com a implantação de estruturas específicas, como o “covidário” e o “dengário”, que se mostraram eficientes na organização do atendimento, na redução da disseminação de doenças e na otimização dos recursos públicos”, diz trecho do ofício.
“A implantação do denominado “gripário” permitirá, ainda, maior controle sanitário, separando pacientes com sintomas respiratórios dos demais atendimentos, o que contribui diretamente para a redução do risco de contaminação cruzada dentro das unidades de saúde. Além disso, tal medida favorece o planejamento estratégico da Secretaria de Saúde, possibilitando melhor alocação de profissionais, insumos e estrutura, especialmente em períodos sazonais de maior demanda. Diante do exposto, a presente indicação visa antecipar soluções e fortalecer a rede municipal de saúde, garantindo atendimento mais seguro, eficiente e humanizado à população”, concluiu.
As complicações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) mataram 18 pessoas em Votuporanga, no ano passado.





