SOBRIEDADE JÁ

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Carlinhos Marques - Presidente Fundador do INSTITUTO NOVO SINAI - Foto: Reprodução

A GRATIDAO PELO SUFICIENTE TRAS PAZ

A gratidão tem um poder transformador: ela transforma o pouco em suficiente, e o suficiente em paz.

Acontece que tem gente que parece viver numa sala de espera, esperando ser chamado para ser grato. E normalmente são os que só vivem reclamando, esses só veem o que falta, mesmo cercado de abundância. A vida não é perfeita para ninguém, mas com certeza carrega motivos para agradecer. ​A escassez nem sempre é a falta de algo, muitas vezes é nossa incapacidade de decifrar o essencial. Não se trata de romantizar a escassez, mas lembrar que a vida nunca será perfeita que a paz não brota da pressa em acumular o mundo, mas sim quando a gente decide parar de disputar com a realidade. Felicidade é o que sobra quando a ansiedade vai diminuindo a ponto de percebemos que o milagre já foi entregue, inteiro, nas nossas mãos.

SORRIA, MISSÃO CUMPRIDA

Quando você nasceu, todos sorriam, mas você chorava, viva de modo que quando morrer, todos chorem, mas você sorria. Ouvi essa frase a muito tempo atras, e como faz sentido né? que essa seja nossa busca, sorrir quando os olhos se fecharem definitivamente não porque a caminhada foi fácil, mas porque valeu a pena. Não pelos aplausos, pelos bens, mas pelo proposito, se sua fé não foi só discurso; que seus gestos tenham curado e deixado rastros de eternidade nas pessoas. A verdadeiro sorriso no final, não está em quanto tempo se vive, mas em como se vive. Então, quando a cortina desta vida se fechar, que você possa sorrir serenamente, até lembrando que desde aquele primeiro choro ao nascer, e todos os outros que vieram depois, não te impediram de dizer: missão cumprida, com o sorriso aberto de quem, feliz, depois de uma jornada, volta para casa.

QUEM ESCOLHE O CONSELHEIRO, PROVAVELMENTE ESCOLHEU O CONSELHO

Muita gente diz que precisa de um conselho, mas, na verdade, está procurando aprovação.

Pergunta para um, pergunta para outro, não porque esteja em dúvida, mas para validar aquilo que já decidiu, e quando encontra quem concorda, não ouve mais ninguém. Antes de pedir opinião, vale uma reflexão:  estou realmente disposto a ouvir a verdade ou só procurando alguém que confirme minha vontade? Dizem que, se conselho fosse bom, seria vendido ne? Acontece que hoje muitos pagam conselhos em terapias, consultorias, mas o problema continua até pagar para ouvir, mas não paga para agir, agir tem o preço da mudança.

Conselhos não são para alimentar desejos, mas para corrigir rotas. E quem tem coragem de ouvir uma verdade mesmo que contraria sua quase sempre evita uns muitos arrependimentos futuros.

A OCASIÃO NÃO FAZ O LADRÃO, SÓ REVELA

Tem uma música do Capital Inicial que diz assim: o que você faz quando ninguém te vê?

Acontece que esse ninguém, é muito relativo, pois sempre alguém te vê, nem que seja você, com olhos da sua consciência. E aí lembrei de um ditado bem popular, mas no mínimo questionável, que diz assim: a ocasião faz o ladrão. Será? Acho que não né, a ocasião não pode ter a capacidade de fazer a índole de ninguém, no caso do ladrão, a ocasião cria a oportunidade para que o roubo aconteça.

O caráter, a índole não podem depender das circunstâncias. O troco que te deram a mais, a carteira que você achou com dinheiro, ou aquele cargo público que você tem, é uma ocasião, uma oportunidade para revelar o que existe já dentro de você, seja honestidade ou a malandragem né.

Então definitivamente, a ocasião nunca fará um ladrão, o que ela pode fazer, é revelar o ladrão que já existe dentro da pessoa.

O INTERESSADO É SEMPRE MAIS INTERESSANTE

Existe uma diferença grande entre o interessado e o interesseiro, a simples pronúncia de interessado parece que já soa como uma virtude, é aquele que quer aprender mais, então ele se interessa em estudar, aquele que quer subir de cargo na empresa, então ele se interessa e se dedica mais que a média.

Agora já o interesseiro, parece que a própria palavra é mais pesada né, remete a ideia do aproveitador, do malandro. O pe. Antônio Vieira tem uma definição interessante, diz:  Quem ama porque o amam, é alguém agradecido, quem ama para ser amado, é interesseiro, e quem ama independente dessas duas condições, essa ama de verdade.

Vale uma olhadinha se estamos sendo mais interessados ou interesseiro, seja com coisas, com circunstâncias, e ou com pessoas. De seu máximo para ser interessado, com certeza te fará alguém bem mais interessante.

Por: Carlinhos Marques

Presidente Fundador Instituto Novo Sinai, idealizador projeto “Sobriedade Já”

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