Sob risco de epidemia, Votuporanga realiza mutirão para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti

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Atualmente, o município registra 51 casos positivos de dengue. No ano passado, 9.166 pessoas foram atingidas pela doença, resultando em 4 mortes.


Durante o enfrentamento da pandemia de Covid-19, um antigo e também letal inimigo mostra a face em Votuporanga/SP, o mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika virus.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a Avaliação de Densidade Larvária (ADL) atingiu 4.0, sendo que o nível máximo permitido é 1.0. Ou seja, o índice indica estado de risco para epidemia. Em 2021, o município já registrou 51 casos positivos de dengue e, 248 notificações. 

Ainda segundo dados da Pasta, em 2019 foram registradas 10.148 notificações, sendo 6.315 casos confirmados e uma morte; já no ano passado os números aumentaram, sendo 11.111 notificações, 9.166 confirmados e quatro mortes. 

Arrastão de limpeza 

Para evitar situações críticas como aquelas vividas em anos anteriores, a Secretaria de Saúde iniciou neste sábado (20) um arrastão que se repetirá no próximo sábado (27). A ação tem como objetivo intensificar os cuidados no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti em todos os bairros. 

As equipes recolhem criadouros e orientam moradores, prevenindo a proliferação do mosquito e reduzindo surgimento de novos casos. No entanto, o trabalho precisa contar com a participação da população. 

Segundo a Secretaria de Saúde, quando há notificações de casos suspeitos de dengue, agentes realizam bloqueio de 150 metros ao redor do local. Se o caso é confirmado, as ações são intensificadas com a pulverização. 

Medidas de prevenção 

As pessoas devem manter os cuidados, permanentemente, em suas casas, verificando o armazenamento de água parada e os recipientes. 

A orientação é para os moradores manterem os quintais sempre limpos, eliminando garrafas, sacolas plásticas, entre outros recipientes que possam acumular água da chuva. 

Também é importante lavar os bebedouros dos animais, limpar calhas e utilizar produtos como detergente e sabão em pó diluídos em água nos ralos internos e externos.