REDE PORECATU – Vinte e quatro anos de muita prosperidade

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José Francisco dos Santos – uma experiência de vida de muito sucesso e muita fé envolvida

 

Primeira Loja de Votuporanga era o supermercado Amazonas

Em 1966, Seu José conheceu a cidade prometida a ele por Deus

 

Tudo começou em 1980 e quem conta essa trajetória de sucesso é o proprietário de uma das maiores redes de supermercados da região, José Francisco dos Santos.  Homem de muita visão nos negócios e principalmente muita fé. ‘Seu Zé’ com toda simplicidade que lhe é peculiar, conta sobre seu passado de muita luta.

Atualmente a Rede Porecatu conta com três lojas em Votuporanga e seis lojas em Rio Preto, mas tudo começou com um pequeno empório que foi implantado na Vila Alpina em São Paulo.  Entretanto bem antes, na cidade de Porecatu, no norte do Paraná, o empresário era um simples cortador de cana. A vida era difícil, ele conta, mas o que o manteve de pé foi sua fé inabalável.

“Quando eu era jovem eu pensava em ser caminhoneiro ou padre. A religião, religar o homem a Deus, já estava em meu DNA. Tinha a intenção de me transformar em Padre. Fui de Porecatu (PR) para São Paulo ainda como católico, e o sonho de ser Padre havia passado porque naquela época dependia do meu trabalho para sobreviver. Com 17 anos e meio fui para capital paulista trabalhar morando com familiares. Tornei-me evangélico por conta da minha esposa e nunca mais abandonei minha convicção religiosa.”

O primeiro Porecatu

Em São Paulo, José Francisco conseguiu, depois de algum trabalho, um mercadinho, que chamou de Porecatu. Mas ele não estava feliz. “Nesse mercadinho a gente sofria muitos assaltos. São Paulo naquela época estava ficando cada dia mais violenta”, relembra.

Num desses assaltos ele conta que foi baleado. “A pessoa me deu 12 tiros, frente a frente, eu estava a 1 metro e pouco de distância e ele só acertou um tiro na minha mão”.

Predestinado

Sua vida não ter sido tirada naquele momento, foi para ele não só um milagre, mas também um livramento. “Eu estava com a mão pra cima e fiquei todo ensanguentado, eu achei que não chegaria nem até o hospital”, conta.

“Eu já havia perdido alguns amigos que morreram nos assaltos, tanto jovens quanto pessoas mais idosas. Eu pedi a Deus que me tirasse daquela cidade, que eu não queria viver mais lá. Nem que eu voltasse para o meu trabalho de cortador de cana, igual era até os 18 anos, lá no Paraná”.

“Naquela época eu já conversava muito com Deus, que sempre me respondia. Um dos assuntos foi a minha loja, o primeiro Porecatu, pequena, em prédio alugado e justo na época de hiperinflação no Brasil. Eu já tinha comprado um terreninho pra construir uma loja, eu pedia muito a Deus que me desse um prédio próprio, podia até ser pequeno, mas um pouco maior do que o anterior, porque aluguel naquela época era difícil, a inflação era de 80% e chegou a 85%. Meu sonho era um prédio próprio. Eu estava pronto para ir embora de São Paulo depois do assalto, mesmo sabendo que ali era o meu lugar e que eu tanto gostava”.

Linha direta com Deus

“Eu envolvi Deus nesse negócio porque minha vida sempre teve o controle na direção a Ele. Deus falou comigo através da sua palavra, que é a Bíblia Sagrada, disse tudo o que ia acontecer nos próximos anos. Deus falou da cidade do interior aonde iria me abençoar muito, mas, para isso acontecer, eu tinha que obedecê-lo”.

“Ele tinha uma loja prometida para minha família. Acho que Deus queria me mostrar algo maior. Então comprei mais uma loja em São Paulo mesmo depois do assalto, por obediência a Ele, e fiquei mais 3 anos por lá”, disse.

Em busca de uma cidade no interior

Estabelecido em São Paulo, sem mais as preocupações de aluguel, José Francisco passou a procurar onde estaria seu paraíso, nesses quase 3 anos que ficou a mais em São Paulo, a cada 2 ou 3 meses, ele conta que saía para algum lugar do interior atrás de uma cidade. “Deus não me disse qual era a cidade, só falou que eu sairia de São Paulo um dia”.

Nessas primeiras visitas, a cidade de Ourinhos (SP) foi a que mais agradou: “Ourinhos tinha poucos supermercados, isso foi há 25 anos. E lá descobri uma loja que havia acabado de fechar e se encontrava novinha. Eela ficava na rodovia Raposo Tavares, mas Deus não permitiu e eu continuei andando”.

“Passei também por Araraquara e mais umas dez cidades. Fiz a minha parte. Isso é uma coisa importante: quem quer vencer na vida não cruza os braços e aguarda cair do céu. A gente tem que fazer a nossa parte e Deus realiza o resto”, prega.

“Vai para Votuporanga, ali é o paraíso na Terra”

“Num certo dia um empresário soube que eu estava procurando uma cidade no interior para montar uma loja e ele me convidou para conhecer a sua, que ficava em Araçatuba. Chegando lá eu não gostei muito. A cidade era um pouco grande e não era o que queria. Ainda naquela cidade, na mesma noite, Deus me enviou alguém de Votuporanga para me dizer: “Vai para Votuporanga, ali é o paraíso na Terra”.

“Votuporanga, onde fica isso?” – Perto do Mato Grosso foi a resposta!

“Meu Deus! Tô fora!”, pensou. Mas o rapaz foi insistente e até me entregou um ticket de um tal de Supermercado Amazonas. E vim!”

Suas primeiras impressões sobre a cidade foi passar pelo centro e se perder. Mas contou que se apaixonou por Votuporanga. Seu Zé sentiu que esse era o local que Deus havia lhe prometido.

Passado uns dias ele voltou com sua família e ficou uma semana inteira hospedado em um hotel. Ele contou que a resposta divina veio enquanto ele passava pela rua Padre Isidoro C. Paranhos. “Eu estava na rua andando quando Deus usou um jovem para falar comigo: ‘Você é esperado nesta cidade, Deus mandou te avisar isso’. Deus é mistério, aquele que se aproxima Dele muda sua vida”.

A expansão

Tudo começou na loja da Amazonas e depois vieram as da Avenida Brasil e da Rua Piaui. Mas chegou um momento que em Votuporanga não dava mais para montar lojas. “Foi quando em 2011 conseguimos a primeira em Rio Preto. Sucesso imediato; depois da primeira veio a segunda e a terceira, a maior de todas”.

“Em 2016 passamos por uma crise, o Brasil todo passou. E fomos para os pés de Deus pedir ajuda e Ele novamente nos orientou. Foi quando adquirimos a rede Tome Leve. Não foi fácil, meus filhos não aceitavam, estávamos muito apertados na época. Ficamos um dia inteiro negociando. Foram dois meses que nós trocávamos mensagens, eu e eles, sem meus filhos. Mas no dia foi realmente como Deus prometeu”.

“Quando faltavam umas duas horas para encerrar a negociação da Tome Leve, umas 4 horas da tarde Deus começou a me incomodar: ‘Cadê a pasta?’. Ele havia me dado alguns sinais. Um deles era uma pasta”.

“Eu falei ‘quem de vocês que tem uma pasta tipo executivo?’ Um entre eles se assustou, ele rodou a cadeira e pegou atrás dele uma pasta, justamente como Deus havia me dito. Deus falou comigo que ia ser assim, meus filhos sabem disso. E eu disse, fica em paz porque se Deus está no negócio vai ser bom para nós e para vocês. E assim fechamos o negócio”.

Sobre o sequestro

Seu Zé conta que sofreu um sequestro em Votuporanga. “Foi muito assustador. A minha esposa até queria voltar para São Paulo”.

“Muitas vezes Deus permite alguma coisa em nossa vida para que possamos dar exemplo aos nossos filhos e para as pessoas. Você pega a Bíblia, de Gênese ao Apocalipse; Ela é só exemplo. Quantas pessoas entraram nas covas dos leões e não foram atingidas? Mas entraram; Deus às vezes permite”, conta resignado.

Os assaltantes estavam em um grupo muito forte levaram todos os familiares de José Francisco até um matagal. “Quando estávamos lá eu falei com Deus. Estava só esperando acontecer o pior. E disse a Deus: O que aconteceu? Minha vida vai terminar por aqui hoje? E deste jeito? Se o Senhor não agir agora, então me prepara que eu quero estar na eternidade contigo”, disse confiante.

“Então recebi um sinal: Talvez as pessoas não acreditem. Eu enxerguei quando estava dentro daquele matagal, como se abrisse o céu e eu visse tudo bem claro, então eu vi que Deus iria fazer algo ali. Nós fomos devolvidos. Foi triste sim, para quem veio atrás de segurança passar por uma dessas e ver na sua casa armas pesadas apontadas para sua família. Foram coisas que eu nunca havia visto nem em São Paulo, mas passou… e hoje estamos aqui”.

“Vou abrir o jogo. As minhas promessas são muito grandes. Vou falar algo que nunca falei em jornal, nem em rádio, em lugar nenhum, tampouco aos meus filhos. Eu ainda estou no começo. As promessas que Deus tem pra mim são tão grandes que se eu falar, nem meus filhos irão acreditar. Eu tenho papéis guardados para quando acontecer. Existe data, tem assinatura minha, tudo o que Deus tem projetado para minha vida”.

“Hoje chegamos aos 24 anos desde a criação da primeira loja. Sinto-me honrado por tudo o que Deus me proporcionou. Hoje nessa narrativa da minha vida peço as pessoas para acreditarem em si mesmas, mas esforcem-se e aceitem Deus em suas vidas. Eu fiz isso e deu certo! Ainda temos muito a prosperar!

“Obrigado a minha família, aos meus colaboradores, fornecedores, parceiros e principalmente a Deus que me orientou até aqui”.

 

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