Polícia Civil conclui inquérito e não indicia policiais por morte de pescador em cachoeira 

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Corpo de Manoel Martines Mendes foi encontrado na Cachoeira do Talhadão em Palestina/SP — Foto: Reprodução/Facebook

Investigação sobre a morte de Manoel Martines Mendes, no Rio Turvo, em Palestina/SP, foi encaminhada ao Ministério Público; IPM também não apontou crime militar.


A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte do pescador Manoel Martines Mendes, de 30 anos, ocorrida em outubro do ano passado, na cachoeira do Talhadão, no Rio Turno, em Duplo Céu distrito de Palestina/SP.

O delegado Luciano Birolli, responsável pelo inquérito, decidiu não indiciar os policiais ambientais envolvidos na ocorrência. Segundo ele, a versão apresentada por uma testemunha, que afirmou ter visto Manoel ser jogado no rio pelos agentes, ficou isolada e não foi confirmada pelas demais provas reunidas durante a investigação.

A Polícia Militar também encerrou o Inquérito Policial Militar (IPM) e concluiu que não há indícios de crime militar. No entanto, pediu a apuração de um possível crime de falso testemunho por parte da mulher que fez a denúncia.

O caso ganhou novos rumos quando essa testemunha procurou a família da vítima e disse ter presenciado Manoel sendo agredido e lançado no rio durante uma fiscalização ambiental.

Já os policiais relataram que o pescador fugiu da abordagem e pulou no rio para tentar escapar, após ser flagrado pescando em uma área proibida. Eles afirmaram ainda que acionaram o Corpo de Bombeiros assim que conseguiram sinal de telefone.

Sem elementos suficientes para comprovar a hipótese de homicídio, a Polícia Civil encerrou a investigação sem indiciar os quatro policiais envolvidos.

O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que agora vai analisar o caso e decidir sobre os próximos passos.

O pai do pescador, Antônio Pereira Mendes, afirmou estar decepcionado com o resultado da investigação e disse que pretende buscar novas medidas para esclarecer a morte do filho.