
Com público 16,4% maior que em 2025, o Fliv reuniu literatura, música, teatro, circo, educação e artes no Parque da Cultura.
@caroline_leidiane
O Festival Literário de Votuporanga (Fliv) encerrou sua 16ª edição neste domingo, 16 de agosto, com público recorde estimado em 85 mil pessoas. Durante nove dias, o Parque da Cultura recebeu visitantes de Votuporanga, de municípios da região e de estados vizinhos em uma programação plural que reuniu literatura, música, teatro, circo, educação, artes e outras manifestações culturais. O resultado representa crescimento de 16,4% em relação às 73 mil pessoas registradas pela organização na edição de 2025.
Ao longo desta edição, foram realizadas cerca de 600 atividades, entre apresentações artísticas, oficinas, bate-papos, mesas literárias e experiências destinadas a diferentes faixas etárias.
A programação ocupou diferentes espaços do Centro de Informações Culturais e Turísticas “Marão Abdo Alfagali” e do Parque da Cultura consolidando o Fliv como um evento de grande alcance cultural, com atividades voltadas tanto ao público geral quanto a grupos específicos, especialmente estudantes.
A dimensão educacional esteve no basilar desta edição. Aproximadamente 12 mil estudantes passaram pelo festival em caravanas escolares que envolveram instituições de ensino de mais de 26 municípios da região, além de cidades de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
A presença medular das escolas aproximou crianças e adolescentes de livros, autores, apresentações artísticas e outras manifestações culturais fora do ambiente estudantil.
O público infantil ganhou lugar específico na programação. O Espaço Primeira Infância concentrou atividades para os pequenos e recebeu o lançamento do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI), com ações voltadas ao desenvolvimento e à formação das crianças.
A literatura permaneceu como pilar da agenda. Mais de 30 autores participaram de mesas, bate-papos, encontros com leitores e lançamentos de livros, proporcionando ao público contato direto com diferentes escritores e obras. Entre os convidados homenageados desta edição estiveram Janaína Tokitaka e Gabriel Chalita, que também desenvolveram atividades relacionadas à educação municipal.
Tokitaka visitou escolas da rede municipal de ensino e participou de encontros com crianças, aproximando os estudantes da literatura por meio da conversa e da troca de experiências. Chalita, por sua vez, ministrou no Centro de Convenções “Jornalista Nelson Camargo” a palestra “Educar para a Convivência”, tema de seu livro, direcionada aos profissionais da rede municipal de ensino.
A presença do mercado editorial também compôs a dimensão econômica e cultural do festival. Livrarias e editoras disponibilizaram cerca de 7 mil exemplares para exposição, divulgação e comercialização. O espaço destinado aos livros ampliou as possibilidades de acesso às obras e aproximou leitores de diferentes gêneros e autores.
Somando a isso, a economia criativa esteve presente durante todo o período, com a participação de artesãos, empreendedores e prestadores de serviços. Estandes de artesanato, gastronomia e outros segmentos ocuparam áreas do evento e contribuíram para movimentar negócios e iniciativas locais durante a realização do festival.
Criado em 2011, o Fliv começou na Praça Santa Luzia como uma feira de troca de livros. Na primeira edição, foram registrados cerca de 22 mil visitantes. Quinze anos depois, o festival chegou à marca estimada de 85 mil pessoas em uma única edição. Para a secretária de Cultura e Turismo, Janaina Silva, a trajetória demonstra a expansão do evento ao longo dos anos.
“O Fliv se consolidou como um dos maiores festivais literários do Estado de São Paulo, reforçando o papel de Votuporanga como polo cultural do interior paulista e referência na formação de leitores”, celebra.
Com o tema “Criadores de Futuros: Literatura abrindo janelas para novos mundos”, a 16ª edição se despede, mas as janelas abertas permanecem, assim como as possibilidades de novos futuros.




