Doze dos 22 casos contabilizados no Estado em 2026 estão nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba; Votuporanga e Fernandópolis registram dois casos cada.
O Noroeste Paulista concentra mais da metade dos casos de leishmaniose visceral registrados no Estado de São Paulo em 2026. Dos 22 casos contabilizados, 12 ocorreram nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba, o equivalente a cerca de 54,5% do total. Um dos óbitos registrados no estado ocorreu em Fernandópolis.
Entre os municípios da região citados estão Andradina, com três casos; Votuporanga, Fernandópolis e Ilha Solteira, com dois cada; e Birigui, Penápolis e Castilho, com um registro cada.
Em Fernandópolis, um dos dois casos evoluiu para óbito. No Estado, foram informadas duas mortes pela doença.
O levantamento também aponta que o Noroeste Paulista havia contabilizado 12 casos em 2025, número 15 menor que o registrado no período comparativo de 2024.
Entenda a leishmaniose visceral
Segundo o Ministério da Saúde, a leishmaniose visceral é uma doença infecciosa sistêmica transmitida ao ser humano pela picada de fêmeas infectadas do inseto popularmente conhecido como mosquito-palha.
Entre os principais sintomas em humanos estão febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza e anemia. O Ministério alerta que é fundamental procurar atendimento médico diante dos primeiros sintomas e que, sem tratamento adequado, a doença pode levar à morte.
Já entre os sintomas da leishmaniose em cães estão emagrecimento, vômitos, fraqueza, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas e feridas no focinho, nas orelhas e nas patas.
Cuidados contra a doença
Como não existe uma vacina única para a prevenção humana, os cuidados devem ser focados no combate ao vetor:
- Eliminar possíveis criadouros do mosquito-palha, como retirar matéria orgânica do quintal e não deixar lixo acumulado;
- Limpar ambientes que tenham fezes de animais;
- Usar coleira repelente para cachorros;
- Implantar telas nas janelas quando o bicho fica dentro de casa;
- Evitar passeios noturnos com os animais. Ao anoitecer, o mosquito apresenta maior atividade.
Ações de controle
Em municípios com novos casos registrados, como Votuporanga, as equipes de saúde realizam vistorias nas residências vizinhas ao local onde houve um foco da doença para identificar e eliminar potenciais criadouros.
A transmissão ocorre pela picada do mosquito-palha, que se reproduz em locais com acúmulo de matéria orgânica (folhas secas, restos de frutas e sujeira em quintais).





