Juiz marca julgamento de Maduro nos EUA para junho de 2027

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Nicolás Maduro chega ao heliporto após ser capturado por forças dos EUA – Foto: Reuters/Eduardo Munoz

Ex-presidente venezuelano participou de audiência preliminar em tribunal federal de Nova York e se declarou inocente.


O julgamento do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nos Estados Unidos foi marcado para começar em 1º de junho de 2027. A definição ocorreu nesta quarta-feira (22.jul), durante uma audiência em um tribunal federal de Nova York, onde Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram informados sobre o cronograma do processo.

Maduro responde a quatro acusações criminais, incluindo conspiração para narcoterrorismo e para importação de cocaína. Segundo a Justiça americana, ele teria usado sua posição de liderança na Venezuela para facilitar operações de tráfico internacional de drogas. O ex-presidente venezuelano nega as acusações e se declara inocente.

Em uma petição judicial apresentada na noite desta terça-feira (21), os promotores do Ministério Público Federal de Manhattan e os advogados de defesa de Maduro já tinham proposto o início do julgamento para a data.

Durante a audiência, Maduro compareceu ao tribunal de Manhattan usando uniforme bege de presidiário e foi escoltado por agentes federais americanos. O juiz distrital Alvin Hellerstein será responsável por definir os próximos passos do processo. Segundo ele, esse cronograma pode ter ajustes.

A defesa do ex-presidente afirmou que pretende solicitar o arquivamento do caso com o argumento de que Maduro teria imunidade por ter ocupado o cargo de chefe de Estado soberano.

Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, foram capturados em uma casa em Caracas, na Venezuela, durante uma operação militar noturna em 3 de janeiro, ordenada pelo presidente Donald Trump. O casal foi levado para Nova York, onde já havia sido indiciado.

O processo é considerado um dos julgamentos criminais mais relevantes envolvendo um ex-líder estrangeiro nos Estados Unidos. Caso seja condenado, Maduro pode receber pena de prisão perpétua.

Antes da audiência, manifestantes se reuniram em frente ao tribunal, com grupos pró e contra o ex-presidente venezuelano debatendo a legitimidade do processo.

*Com informações do SBT News