Técnico analisou a derrota do Leão para a LDU, no Equador, no primeiro jogo do clube fora do país.
Na primeira partida internacional de sua história, o Mirassol foi derrotado por 2 a 0 pela LDU, em Quito. O técnico Rafael Guanaes reconheceu as dificuldades enfrentadas pela equipe na altitude de 2.850 metros. Após o confronto, o treinador destacou o impacto do contexto da partida, mas reforçou que o foco agora se volta para a sequência da temporada.
A equipe paulista sofreu os dois gols ainda no primeiro tempo e precisou lidar também com a expulsão de Lucas Oliveira, que recebeu o segundo cartão amarelo na etapa final.
Mesmo com um jogador a menos, o Mirassol conseguiu crescer no jogo e teve atuação mais competitiva no segundo tempo. Guanaes evitou usar a altitude como justificativa para o resultado, embora tenha admitido que o fator físico pesou ao longo do duelo, especialmente na recuperação dos atletas.
“É um padrão da competição, eles começaram bem o jogo e conseguiram os gols muito cedo. Sentimos um pouco a altitude, mas vamos seguir pensando no Campeonato Brasileiro e nos preparar para a outra partida em nossa casa.”
“Sentimos um pouco, não gosto de colocar como desculpa para uma má partida, mas sabíamos que seria um jogo muito difícil. A competição é muito forte quando se joga em casa. Não encontramos espaços para proteger, para criar mais situações de gols.”
O treinador também comentou a suposta lesão de Negueba, que deixou o campo sentindo dores e será reavaliado pelo departamento médico. Mesmo com a derrota, Guanaes valorizou a experiência vivida pelo clube em sua estreia continental.
“Negueba saiu sentindo muitas dores, vamos avaliar e torcer para que não seja nada tão grave.”
“Fizemos nossa estreia em uma nova situação para o Mirassol, um jogo internacional, pela primeira vez, uma experiência muito grande para todos nós e nós vamos trabalhar para nossos próximos jogos.”
Na análise do desempenho, o técnico apontou melhora na etapa final, mesmo após a expulsão, mas admitiu que o time ainda esteve longe do ideal: “É muito sobre coragem, se adaptar rápido ao contexto da altitude, e tivemos dificuldades no primeiro tempo. Melhoramos um pouco no segundo tempo, mas não fizemos um grande jogo.”
“Vamos trabalhar para encontrar a melhor equipe para os nossos próximos jogos e mudar a nossa situação.”
Guanaes também revelou que cobrou mais postura dos jogadores durante a pausa técnica da primeira etapa e destacou o aspecto mental como determinante em partidas como essa: “Sentimos um pouco o início da partida, cria-se também muitos fatores em relação à altitude. Obviamente que é um fator que sente, principalmente entre recuperações. Já no segundo tempo, uma adaptação melhor. É sempre muito mental o contexto de jogo, de performar.”
Por fim, o treinador explicou mudanças e ausências na equipe, afirmando que segue em busca de alternativas para melhorar o rendimento ofensivo: “O que eu penso é: nós treinamos com todo mundo e estamos precisando encontrar soluções para algumas situações. O time carece, temos repertório, mas não conseguimos ser tão producentes e eficientes ofensivamente. Eu preciso tentar. Algumas situações que vem acontecendo em relação a sequência de jogos, e a produtividade individual, me faz querer encontrar soluções. Jamais vou ser omisso em relação ao que estou vendo.”
“Aquilo que produzimos em treinamento, precisamos trazer para o jogo. Estamos na expectativa desse desenvolvimento da equipe e de um aflorar de alguns aspectos individuais.”
O Leão volta a jogar no domingo, às 11h, contra o Internacional, pela 12ª rodada do Brasileirão, no Beira-Rio. Pela Libertadores, o próximo compromisso é no dia 29, quando o time paulista recebe o Always Ready, no Maião, às 19h.
*Com informações do ge





