
Garoto de 3 anos foi internado na Santa Casa de Votuporanga/SP em 3 de janeiro e recebeu alta no dia seguinte, após imobilizar a perna. Mãe recebeu a mensagem do golpista na terça-feira (13). Hospital alerta para fraudes.
Uma moradora de Votuporanga/SP recebeu uma mensagem de um falso médico pedindo dinheiro via PIX para compra de uma medicação que seria usada no tratamento do filho dela após contrair uma suposta infecção. O menino, de três anos, chegou a ser internado na Santa Casa após quebrar o fêmur ao cair da escada.
A vendedora Cinthia Magalhães, de 32 anos, contou que o filho, Bryan Vinicius, foi internado no hospital dia 3 de janeiro, onde passou por atendimento médico e recebeu alta no dia seguinte. O menino está com as pernas imobilizadas e faz o tratamento em casa, com acompanhamento médico.
Dez dias depois, na terça-feira (13), por volta das 17h20, a mulher recebeu uma mensagem do golpista, que afirmava ser o médico responsável pelo plantão no hospital. Ele disse que o quadro clínico do menino estava grave e precisaria de cinco ampolas de um medicamento com urgência.
“Foi constatada uma infecção, chamada KPC. Vamos precisar de algumas medicações de forma particular para dar início ao tratamento dessa infecção. Vamos utilizar cinco ampolas da medicação polixtina B. O valor da medicação é 477,89 reais”, escreveu o falso médico.
Cinthia contou que só não fez a transferência porque estava com o filho em casa no momento em que recebeu as mensagens. Diante disso, a mulher ainda confrontou o falso profissional. “Para de golpe”, escreveu. Depois, ela contou que foi bloqueada.
Em nota, a Santa Casa de Votuporanga informou que a instituição não faz qualquer tipo de cobrança por telefone, nem solicita depósitos ou transferências para contas bancárias. Qualquer abordagem nesse sentido é fraudulenta, destaca.
Caso o paciente receba um contato suspeito em nome do hospital, a orientação da Santa Casa é de não fornecer dados e não fazer qualquer pagamento. Além disso, a unidade informou que não há nenhum médico com nome de Lucas Rodrigues na equipe.
Acidente
Bryan sofreu uma fratura no fêmur esquerdo ao cair da escada enquanto brincava com os outros três irmãos, de seis, oito e 15 anos. Na ocasião, a mulher procurou atendimento no hospital e soube que o caso do filho exigiria repouso absoluto por 90 dias, mesmo após a alta.
A mãe destaca que, durante esse período, a criança precisa de cuidados especiais, o que lhe obrigou a suspender as atividades profissionais. Como é autônoma, depende do rendimento diário, ao lado do pai, para manter as despesas da casa e o sustento dos quatro filhos.
Cinthia precisou recorrer a uma arrecadação virtual como alternativa para comprar medicamentos, fraldas e alimentação dos filhos, já que a renda familiar foi reduzida. Assim que retirar a tala da perna, o menino começa a fisioterapia para voltar a andar.
“A gente está em uma situação muito complicada. As contas não param, então está difícil. Ele está de cama, nem pode levantar. Mas, independente do que aconteceu, o que importa é que ele está bem”, narra a mãe.
*Com informações do g1




