
Dirigentes do Leão fazem pronunciamento contra a arbitragem de Paulo César Zanovelli, após jogo polêmico diante do Bahia.
Pela primeira vez em muitos anos, não houve entrevista coletiva na sala de imprensa do Mirassol. Em um pronunciamento inédito, o gestor do clube, Juninho Antunes, e o executivo de futebol, Paulinho, falaram por quatro minutos sobre a arbitragem de Paulo César Zanovelli, horas após a vitória polêmica do Bahia por 2 a 1, no estádio Maião.
Ídolo corintiano e dirigente do Leão há um ano e meio, Paulinho afirmou que o juiz não “poderia apitar nunca mais”.
“Eles (árbitros) conseguiram, mais uma vez, tirar o nosso foco e fazer com que a gente perca o tesão de trabalhar com futebol. A culpa é da arbitragem. Um árbitro, que coloca para o meu atleta que ele tem que chorar no vestiário, não pode apitar nunca mais. E aqui não é desculpa. A responsabilidade é nossa e nós assumimos. Só que hoje foi uma das maiores vergonhas que já vi na minha vida um árbitro fazendo”, desabafou Paulinho.
São duas as reclamações do Mirassol: dentro das quatro linhas, o gol da vitória do Bahia, aos 43 minutos do segundo tempo, segundos após uma possível falta de Gilberto em Negueba, que não foi marcada pela arbitragem e nem denunciada pelo VAR Wagner Reway.
A outra queixa é que Paulo César Zanovelli (FIFA/MG) teria falado para os jogadores “chorarem no vestiário”.
“Eles pediram serenidade, calma, tranquilidade, mas até quando? Vamos ter que esperar até dezembro? Já não tem mais argumento. Um árbitro que não consegue conversar, não tem diálogo. O bandeira, também tem um diálogo terrível, não sabe conversar com ninguém e chamando as pessoas para brigar. Realmente essa é a arbitragem brasileira que nós queremos profissionalizar? Como o Juninho falou, nós vamos até o final. Ninguém vai esconder, muito pelo contrário. Nós vamos dar as mãos e vamos sair juntos dessa. Pedimos que sejam justos com todos”, finalizou Paulinho.
Outro que deu as caras na sala de imprensa foi o gestor do Mirassol, Juninho Antunes, que não costuma dar entrevistas em quase nenhuma ocasião. O vice-presidente revelou que teve reuniões na CBF sobre a arbitragem, recentemente.
“É com muita tristeza que eu e Paulinho estamos aqui agora. Tem uma matéria do ge sobre o quanto o Mirassol tem sido prejudicado pelo VAR. Em momento algum, a diretoria está sendo omissa. Após o jogo contra o Botafogo, estive na CBF em uma reunião de três horas. O Paulinho participa de todas as reuniões pós-jogo para questionar os problemas de arbitragem.”
“Estamos muito tristes com o que está acontecendo. Paulinho ainda conseguiu falar com o presidente da comissão de arbitragem (Rodrigo Cintra), agora após o jogo. Eles (CBF) se comprometendo. Depois, também peguei o telefone e falei: ‘Faz seis jogos que você está se comprometendo e não conseguimos ter uma arbitragem. Perdemos do Red Bull, ninguém reclamou de nada. Não estou pedindo nada que favoreça o Mirassol, só estou pedindo igualdade’. O que nos deixa mais tristes é ver o árbitro falando para o nosso atleta ir chorar no vestiário”, completou.
O gestor do Mirassol também se disse satisfeito com o desempenho do Leão e garantiu que o time deixará a zona de rebaixamento do Brasileirão: “Estamos felizes que o time está jogando e desempenhando. O recado para a torcia do Mirassol é: ‘Fiquem tranquilos, que vamos até o fim e vamos conseguir sair dessa. Nós vamos conseguir, porque nós fazemos tudo certo. Aqui não tem coisa errada e as condições são todas muito boas para tudo. Tudo com muita honestidade. Vai ter uma hora que eles vão ter que parar de prejudicar a gente”, finalizou Juninho Antunes.
Após o lance polêmico, o jogo ficou paralisado por dez minutos, enquanto o Mirassol se recusava a dar a saída de bola. O técnico Rafael Guanaes, o meia Eduardo (no banco de reservas) e um integrante da comissão do Leão receberam cartão vermelho por reclamação. O lateral-esquerdo Reinaldo, que estava no banco, pedia aos companheiros que abandonassem o gramado.
Quando o jogo acabou, o árbitro mineiro ficou no meio-campo, cercado por um cordão de policiais militares. Curiosamente, nos mais de 30 minutos que ficou por lá, o telão do estádio exibia, repetidamente, o lance da suposta falta em cima de Negueba.
Em meio aos protestos de torcedores e funcionários do Mirassol, o árbitro Paulo César Zanovelli demorou 35 minutos para deixar o gramado do Maião, na noite deste sábado. O juiz saiu escoltado por, pelo menos, 13 policiais militares.
Por outro lado, o Bahia também ficou na bronca com Zanovelli pela não marcação de um pênalti em Everton Ribeiro, no primeiro tempo.
Esta foi a sexta derrota seguida do Mirassol no Brasileirão, competição que é lanterna com seis pontos. No meio dessa sequência negativa, o Leão venceu o Lanús, na sua primeira partida internacional na história, na estreia da Conmebol Libertadores.
O time amarelo e verde viajou para Quito, no Equador, já neste domingo, onde encara a LDU, na próxima terça-feira, às 23h, pela segunda rodada da Libertadores.
*Com informações do ge




