Estatais federais têm rombo recorde de R$ 5,9 bilhões de janeiro a abril

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Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União — Foto: Reprodução

Segundo BC, esse foi pior resultado para primeiro quadrimestre desde ano passado, quando empresas públicas registraram prejuízo de R$ 2,73 bi.


As estatais federais somaram um rombo recorde de R$ 5,9 bilhões nos primeiros quatro meses deste ano, segundo dados do relatório de estatísticas fiscais do BC (Banco Central), divulgados nesta sexta-feira (29.mai). O resultado representa 0,14% do PIB (Produto Interno Bruto).

Considerando o inicio da série histórica, em 2002, esse é o pior para um primeiro quadrimestre do resultado primário das estatais federais desde o ano passado, quando o prejuízo registrado foi de R$ 2,73 bilhões.

O indicador do BC não inclui Petrobras Eletrobras e os banco públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Os dados para o primeiro quadrimestre deste ano também é comparável ao prejuízo acumulado ao longo de todo o ano de 2025.

Neste ano, o pior resultado para as empresas públicas federais ainda está no mês de janeiro. O mês de abril teve o segundo pior resultado do ano, segundo o BC.

Os resultados ocorrem em um momento em que uma das principais estatais do país, os Correios, registraram um rombo de R$ 8,5 bilhões em 2025. O prejuízo foi três vezes maior que o resultado de 2024.

Esse foi o quarto ano consecutivo em que os Correios registraram resultado negativo seguido desde 2021 – quando a estatal registrou lucro recorde de R$ 3,7 bilhões.

Atualmente, a estatal se encontra em reestruturação, depois de ter diagnosticado patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez.

Desde então, o plano está sendo conduzido em fases. A primeira etapa é focada na reorganização do fluxo financeiro, regularização das pendências acumuladas com fornecedores e empregados terceirizados, além da recuperação da previsibilidade financeira.

Como parte da primeira fase, os Correios captaram R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos. Os recursos asseguraram a liquidez imediata para normalização do fluxo financeiro, quitação de obrigações em atraso e recuperação da credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.

*Com informações da CNN Brasil