Covid: OMS afirma que 4ª dose deve ser apenas para imunossuprimidos e idosos 

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Cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan - Foto: Fabrice Coffrini/Reuters

“Não há dados específicos que justifiquem recomendar a quarta dose de forma mais ampla”, disse a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan.


A quarta dose da vacina contra a covid-19 deve ser dirigida, neste momento, apenas para pessoas com imunidade debilitada e idosos, afirmou nesta terça-feira (10.mai) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Não há dados específicos que justifiquem recomendar a quarta dose de forma mais ampla”, disse a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, durante entrevista coletiva para falar sobre a evolução da pandemia.

Vários países da Europa e da América Latina estão oferecendo às suas populações a quarta dose de uma das vacinas que foram desenvolvidas para prevenir a covid-19 ou evitar seus sintomas mais graves, poucos meses depois de receber o reforço. 

“Sabemos que em alguns grupos a imunidade diminui rapidamente. Se você é mais velho ou tem uma doença que afeta o sistema imunológico, se está em tratamento de tireóide, medicação contra o câncer ou diabetes grave, então o sistema imunológico não responde bem e uma quarta dose pode ajudar”, confirmou Swaminathan. 

Em relação ao restante da população, ele destacou que a quarta dose não é recomendada para todos os adultos. 

Ela lembrou que a OMS aconselha ter as duas doses iniciais e um reforço “que oferece uma resposta imunitária mais completa e mais forte, pelo que consideramos que a primeira fase da vacinação é composta por três doses”. 

No entanto, Soumya Swaminathan destacou que ainda existe uma parte considerável da população mundial que não tem acesso a vacinas, como é o caso da África, onde apenas 15% da população recebeu duas doses. 

“Temos que nos concentrar neles, particularmente nos grupos de idosos e profissionais de saúde” naquela parte do mundo, insistiu. 

“Na África, apenas 26% da população com mais de 60 anos recebeu doses e isso é muito preocupante porque em qualquer surto futuro, como o que estamos vendo em alguns países, esse grupo estará em risco de desenvolver doença grave”, afirmou. 

*Com informações do UOL