COVID-19: Mulheres são as mais infectadas, mas homens morrem mais em Votuporanga

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Apesar de as mulheres apresentarem 56% de diagnósticos do novo coronavírus, há mais registros de óbitos de pessoas do sexo masculino.


Na última terça-feira (2), Votuporanga/SP totalizou 7.827 infectados pelo novo coronavírus e 133 mortes, isso desde o dia 30 de março de 2020, quando foi confirmado o primeiro diagnóstico do vírus no município. 

Uma análise nos dados divulgados no portal do Governo de São Paulo destinado a pandemia aponta que dos contaminados à maioria é mulher. Mas, em relação aos óbitos, os homens aparecem como vítimas mais frequentes. 

Do total de confirmações em Votuporanga, (56%) são pessoas do sexo feminino e 44% são homens. Em relação às mortes, o quadro aponta uma inversão na porcentagem, com 41% feminino e 59% de homens. 

Ainda segundo os dados, a letalidade é maior entre os pacientes do sexo masculino em 2,5%. Já entre as mulheres, essa taxa é reduzida para 1,4%. No geral, a taxa de mortes no município é de 1,9%.  

Os gráficos ainda apontam que entre as doenças preexistentes com maior taxa de letalidade estão as de ordem hepáticas com 80% e pneumopáticas em 64%, seguida por neurológicas com 57% das ocorrências fatais. 

O médico especialista em operações humanitárias e desastres no Brasil e no exterior Hemerson Luz, que atua nos hospitais de Base e das Forças Armadas, explica que há questões comportamentais e biológicas que explicam essa diferença. Por exemplo, os homens costumam procurar atendimento médico em fase tardia, têm estilo de vida mais propenso a fumar e consumir bebidas, o que fragiliza a saúde; esclareceu. Por isso, Hemerson alerta que o ideal é que pessoas com sintomas do novo coronavírus procurem uma unidade de saúde com rapidez para evitar o agravamento da doença. 

Sobre o número elevado de notificações entre as mulheres, Hemerson explica que elas tendem a ter maior exposição em determinadas situações, como cuidando de familiares infectados. Além disso, o médico frisa que a busca maior do público feminino por unidades de saúde pode influenciar na quantidade superior de testes positivos.