Com 7.323 pagantes, torcedores alvinegros se espremeram na Arena Plínio Marin, onde assistiram o Clube Atlético Votuporanguense fechar a temporada 2026 com uma apresentação abaixo da média.
A torcida do Clube Atlético Votuporanguense demonstrou na noite desta terça-feira (28.abr), na Arena Plínio Marin, em Votuporanga/SP, que merecia uma vaga na elite do futebol paulista: uma festa de time grande. A Toca da Pantera Alvinegra foi preparada para receber uma final, o jogo mais importante da história do futebol votuporanguense, com direito a espetáculo pirotécnico silencioso, em cumprimento da lei municipal que proíbe o uso de fogos com estampidos.
Nas arquibancadas, dos 7,5 mil ingressos disponibilizados pela Federação Paulista de Futebol (FPF), sendo 400 para o Juventus, que sobrou espaço de espaço na área dos visitantes, faltou do lado alvinegro, resultando em torcedores espremidos, até nas escadas de emergência, onde torcedores se arriscavam para conseguir um lugar, trombando umas nas outras. Antes do apito inicial do árbitro Flávio Rodrigues de Souza, um torcedor passou mal na torcida alvinegra, gerando apreensão no público que procurava de alguma forma abrir espaço para os socorristas.

Por fim, a presença dos 7.323 pagantes presentes na Arena Plínio Marin coloca em xeque a atual capacidade máxima, que segundo a Prefeitura de Votuporanga, é 8.145 pessoas.
Com a bola rolando…
Precisando do gol para tomar de volta a vantagem que perdeu no 2 a 1 da ida, o CAV viu o Juventus fazer um primeiro tempo mais seguro. Na primeira chance, Paulinho fez o pivô e chutou por cima da meta do Votuporanguense, defendida por Pablo Kaique, já que Gabriel Felix teve uma luxação e ficou fora do jogo.
Aos 13 minutos, Passarelli deu susto ao sair socando errado uma bola e a zaga do Juventus precisou tirar no chutão. Pouco depois, Matheus Leal deu passe para Romário e a bola sobrou para Paulinho, que escorregou e não conseguiu o arremate.
A Pantera Alvinegra incomodou com Marcos Nunes, fazendo “fumaça” pela direita, e que aos 18 minutos exigiu boa defesa de Passarelli. Porém, depois da volta da parada técnica, as chances de gol rarearam, muito em razão do aumento das divididas e das faltas, e também pela inteligência do Juventus, que conseguiu não correr mais riscos. A ideia dos visitantes era clara: deixar o tempo correr.
Na etapa complementar, o CAV foi praticamente anulado pelo Juventus, seja pela falta de brilho dos seus jogadores ofensivos, que pouco produziram, seja pela estratégia juventina, que soube picotar ou acelerar o jogo conforme necessário.
Foram de Edinho, camisa 10 do Juventus, as principais chances de gol. Aos 24 minutos, ele escapou pelo meio e chutou por cima. Aos 35, recebeu bola enfiada por Elkin Muñoz e exigiu duas defesas de Pablo Kaique. Já nos acréscimos, ainda driblou dois marcadores e só não abriu o placar porque foi travado por Pedro Vitor.
No final, o Votuporanguense ainda tropeçou no próprio nervosismo, concedendo faltas desnecessárias e queimando minutos preciosos com uma confusão no banco de reservas.
O desempenho abaixo da crítica adiou o sonho do acesso alvinegro, contudo, coroou uma temporada histórica, já que o CAV jamais havia avançado de fase no Paulistão A2.

Sem Copa Paulista
O Clube Atlético Votuporanguense não disputará a Copa Paulista no segundo semestre e como não tem divisão nacional, “fecha para balanço” até a pré-temporada para a Série A2 de 2027.





