Cabo Renato Abdala denuncia suposto “banheirão” na Praça Santa Luzia 

9
Cabo Renato Abdala denuncia suposto “banheirão” na Praça Santa Luzia – Foto: Reprodução

Na tribuna, o vereador repudiou as práticas sexuais realizadas em banheiros públicos. A Prefeitura de Votuporanga informação que a gestão do banheiro público da Praça Santa Luzia é realizada por uma empresa terceirizada.


Jorge Honorio 
[email protected]

A gestão de banheiros públicos de Votuporanga/SP voltou a ser criticada na tribuna da Câmara Municipal de Votuporanga/SP, durante a 24ª sessão ordinária, desta segunda-feira (20.jul), quando o vereador Cabo Renato Abdala (PRD) denunciou a suposta prática de atos sexuais no banheiro público da Praça Santa Luzia.

Na tribuna da Casa de Leis, o parlamentar explicou o problema no local, assim como em outros, já é antigo, contudo, foi procurado por uma munícipe que acompanhava o filho, de 6 anos, pela praça e ao permitir que ele usasse o banheiro foi surpreendida pelo retorno da criança assustada contando que flagrou um homem fazendo sexo oral em outro.

“A gente vai acionar a Prefeitura para a instalação de câmeras. A mãe relatou isso para a gente, que o menino voltou correndo e falou: ‘Mãe, tem um homem com uma boca…’ Então nós vamos fazer um pedido para a Prefeitura, instalação de câmeras na parte externa, monitoramento. Se a Prefeitura não fizer, nós vamos começar a ficar de vigia e vamos expor a cara das pessoas que entram para fazer isso, não as pessoas que entram para usar o banheiro, que entram para fazer isso. Vamos fazer… alguém tem dúvida aí que eu tenho coragem de expor ou não?”, discorreu Renato Abdala.

“O local que é frequentado por criança. Cambada de sem-vergonha”, emendou o vereador. 

“É um problema antigo. Só tem um jeito de resolver aquilo ali. Encher de concreto. Coloca lá um banheirinho químico que a empresa vai lá limpar todo dia, destes que a gente tem vários na cidade espalhado. Encher de concreto, não. Usa o espaço para guardar carriolas, outras coisas, com um cadeado bem grande. Ou coloca uma câmera, igual tem alguns municípios, que tem câmera aberta ao público. Para que o cara fale assim, deixa eu ver quem que é ‘abeinha’ que tá indo lá. E abre a câmera e vê e o cara passa vergonha. Porque é brincadeira, local público, frequentado por mãe, por criança, ter isso aí”, concluiu.

Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Votuporanga informou que a gestão do banheiro público da Praça Santa Luzia é realizada por empresa terceirizada, responsável pelos serviços de limpeza, manutenção, segurança e fornecimento dos materiais necessários ao funcionamento do espaço.

O banheiro funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h, com ampliação do atendimento até a meia-noite às terças-feiras.

Em relação ao monitoramento, a Prefeitura explicou que não há câmeras instaladas especificamente na entrada do banheiro. O local conta com monitoramento externo por meio de câmera integrante do sistema de monitoramento da Secretaria de Trânsito, Transporte e Segurança, instalada no cruzamento próximo à praça.

“Banheirão” 

O termo “banheirão” é usado popularmente para se referir a práticas sexuais realizadas em banheiros públicos, especialmente em shoppings, rodoviárias, praças ou até universidades. Embora seja uma gíria, o significado é bastante direto: uma junção de “banheiro” com a ideia de uma “pegação coletiva ou casual”.

Em geral, o termo aparece ligado ao universo masculino, com ênfase em relações entre homens. Isso não quer dizer que só homens participem, mas sim que a maior parte das ocorrências conhecidas e documentadas envolvem esse público.

Não se trata apenas de encontros entre duas pessoas. Muitas vezes, o banheirão envolve múltiplos participantes ou é promovido como um “ponto de encontro sexual”. Isso levanta discussões sérias sobre privacidade, consentimento, segurança e legalidade.