
Desenvolvido no CEM ‘Prof. Benedito Israel Duarte’, o projeto ‘Pequenos Astrônomos’ envolve estudantes do 2º ao 5º ano em atividades que integram ciência, arte e práticas lúdicas para estimular o pensamento científico e a curiosidade.
@caroline_leidiane
O céu deixou de ser apenas contemplação distante para se tornar objeto de investigação, criação e descoberta entre alunos da rede municipal de Votuporanga. No CEM “Prof. Benedito Israel Duarte”, na zona norte da cidade, o projeto “Pequenos Astrônomos” tem transformado o ambiente escolar em um espaço de experimentação científica e expressão artística.
Desenvolvida durante as Atividades de Complementação Educacional (EAC), a proposta atende estudantes do 2º ao 5º ano e parte de um princípio claro: ensinar ciência de forma acessível, prática e conectada ao cotidiano.
Ao abordar conceitos básicos de astronomia, o projeto busca ir além da transmissão de conteúdo, incentivando o raciocínio lógico, o pensamento científico e a curiosidade — elementos centrais no processo de aprendizagem.
A metodologia aposta na interdisciplinaridade como eixo estruturante. Música inspirada nos sons dos planetas, encenações teatrais, dança, produção de artesanato, jogos educativos e simulações compõem um repertório de atividades que tornam o aprendizado mais significativo. A estratégia rompe com modelos tradicionais e aproxima o conhecimento científico de uma linguagem sensível e lúdica.

Segundo os coordenadores da unidade, Mayara González Ribeiro e André Luís Correa Silva, o êxito do projeto está diretamente ligado ao engajamento coletivo da equipe escolar. Professores e técnicos atuam de forma integrada, articulando diferentes abordagens pedagógicas para manter os alunos motivados e participativos. O acompanhamento da vice-diretora Jane Sampaio André também tem sido apontado como elemento importante para a consolidação da iniciativa.
Outro desdobramento relevante é a preparação dos estudantes para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o que amplia o alcance do projeto e insere os alunos em um contexto nacional de estímulo à ciência. Para além da competição, a participação representa uma oportunidade de protagonismo e reconhecimento acadêmico desde os primeiros anos escolares.
A secretária municipal da Educação, Silvia Letícia, destaca o impacto pedagógico da iniciativa ao reforçar a importância de práticas que dialoguem com o interesse dos alunos: “Iniciativas como essa fortalecem a educação ao ir além do conteúdo tradicional. Elas estimulam a criatividade, o pensamento crítico e o interesse pela ciência. Quando proporcionamos experiências que façam sentido para os nossos alunos, contribuímos também para a formação deles como cidadãos curiosos pelo mundo”, afirma.
Em um cenário em que o ensino de ciências ainda enfrenta desafios estruturais no país, projetos como o “Pequenos Astrônomos” apontam caminhos possíveis: integrar conhecimento, sensibilidade e prática, despertando desde cedo uma relação mais ativa e investigativa com o universo.




