Aliados de Lula não querem revogação de prisão domiciliar de Bolsonaro 

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O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fez uma aparição de cerca de 20 minutos no quintal da casa onde ele cumpria prisão domiciliar em 9 de setembro de 2025 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Na avaliação de petistas, os aliados do ex-presidente já estão explorando politicamente a decisão de proibição de visitas, mas teriam muito mais munição caso Alexandre de Moraes revogue a prisão domiciliar.


Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gostaram da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de proibir o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em regime de prisão domiciliar humanitária.

Por outro lado, esperam que o ministro não revogue a prisão domiciliar do ex-presidente.

Na avaliação de petistas, os aliados do ex-presidente já estão explorando politicamente a decisão de proibição de visitas, mas teriam muito mais munição caso Alexandre de Moraes revogue a prisão domiciliar do ex-presidente.

Seria um “prato cheio” para a oposição usar durante a campanha, com o risco de agravamento do estado de saúde de Bolsonaro.

A expectativa no PT é que Alexandre de Moraes fique apenas com a medida adotada em relação ao senador do PL, porque foi ele quem infringiu a medida cautelar. 

No caso de Bolsonaro, a torcida é para que seja feita no máximo uma advertência ao ex-presidente.

Ao proibir visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, depois de o filho divulgar carta do ex-presidente em defesa de sua candidatura, Alexandre de Moraes voltou a ser atacado pelos aliados do ex-presidente de perseguição política. Reclamam que Lula, quando preso, divulgava cartas e dava entrevistas, traçando inclusive a estratégia da campanha de Fernando Haddad.

Juristas lembram, porém, que tecnicamente a decisão de Moraes é correta. Afinal, estava em vigor medida cautelar proibindo Bolsonaro de usar suas redes sociais ou a de terceiros. 

Na época de Lula, o hoje presidente não estava com seu trânsito em julgado decretado. Já Bolsonaro está, com seus direitos políticos suspensos. Por isso, não podia descumprir a medida cautelar que proibia o uso de suas redes sociais ou a de terceiros.

O pré-candidato do PL promete recorrer da decisão de Alexandre de Moraes, alegando que ela é inconstitucional e silencia o ex-presidente durante o processo eleitoral, o que não aconteceu com Lula quando estava preso em 2018.

Na época, ele participou, da prisão na PF, das estratégias da campanha de Fernando Haddad.

*Com informações do g1