Abel comemora “sorte”, pede calma com jovens no Palmeiras e diz: “Jogo não deveria ter existido” 

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Abel Ferreira em Palmeiras x Chapecoense — Foto: Marcos Ribolli

Verdão venceu neste domingo e manteve vantagem na liderança do Brasileirão; Chapecoense teve gol anulado e perdeu pênalti nos acréscimos da partida.


O técnico Abel Ferreira comemorou o que ele chamou de “sorte” do Palmeiras na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, na tarde deste domingo, no Allianz Parque, em jogo válido pela 18ª rodada do Brasileirão.

O português reclamou muito, durante toda a entrevista coletiva após o jogo, do calendário que permitiu uma partida de Brasileirão após as convocações das seleções para a Copa do Mundo. O Palmeiras somou oito desfalques por convocações – Flaco López, Jhon Arias, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Mauricio Emiliano Martínez e Joaquín Piquerez, além de Giay, que está com a seleção da Argentina para amistosos.

“Em condições normais, o jogo não deveria ter existido. Foram 11 desfalques e uma equipe que entrou na fogueira e deu a resposta, com um jogador a menos. Tivemos sorte no fim, com um árbitro corajoso a dar um pênalti depois da hora, de ter marcado uma falta, que não deveria ter dado seis minutos, e poderia ter dado amarelo ao Allan. Mas decidiu dar o vermelho e tirar o jogador mais desequilibrante da equipe. O árbitro fez o trabalho que fez, neste contexto de desafio fizemos o mais importante”, resumiu Abel.

“Passar este ciclo, que com um calendário como este, chegar vivos em todas as competições, não é para todas as equipes.”

Abel pediu calma com as críticas sobre os jovens, principalmente Luighi e Khellven. O centroavante foi o titular no primeiro tempo e deu lugar a Paulinho, que decidiu o jogo. Já o lateral cometeu o pênalti no último lance.

“O que fazem com Luighi e Khellven, fazem onde? Na internet. Digo para não ler. Estão de férias, façam o que não deixo fazer durante o ano, que temos renúncias. Férias só não quero ver fotografias em coisas que não aprovo… é o Palmeiras em jogo. É bonito quando acaba o jogo e batem palma ao López. Quantas vezes assobiaram? E jogador precisa entender isso. Tem que aguentar crítica, cobrança, outros sofreram e deram a volta por cima.”

O comandante elogiou outros jovens que tiveram oportunidade no jogo deste domingo diante do elevado números de desfalques, casos de Luis Pacheco, Larson e Riquelme Fillipi: “Foi na fogueira, mas adorei o Riquelme. Os mais velhos sabem que não olho nome e idade. Olho rendimento. O Riquelme entrou muito bem, o tempo que jogou, super comprometido a atacar e defender. Até pode pensar que o treinador deveria ter dado mais oportunidades. Gostamos do Luis Pacheco, é verdade que o amarelo pode ter condicionado um pouquinho. Pelo que mostra nos treinos, esperava uma partida boa. O Larson tem uma dimensão física e de dar linhas de passe muito boa, um jogador muito interessante. A verdade é que no momento é que o Palmeiras não está aqui para formar jogadores. Sabe o que me cobram? Títulos.”

Classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores, o Palmeiras vai para a pausa no calendário por causa da Copa do Mundo com vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro: o time palmeirense tem 41 pontos e sete de vantagem para o Flamengo, que tem um jogo a menos.

*Com informações do ge