A manifestação ocorre neste sábado (7), a partir das 9h, na Praça da Concha Acústica. O movimento também arrecada assinaturas para um abaixo-assinado.
Jorge Honorio
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Um protesto agendado para a manhã deste sábado (7.fev), a partir das 9h, na Praça Cívica Professor Benedito Lopes de Oliveira – Praça da Concha Acústica, no centro de Votuporanga/SP, deve reunir munícipes descontentes com o aumento das contas de água. O imbróglio teve início nos primeiros dias de janeiro, quando faturas chegaram nas residências com valores acima do considerado ‘normal’.
O assunto reverberou rapidamente nas redes sociais, onde a população buscava entender o motivo do aumento vertiginoso do valor da fatura e desaguou em protestos durante a 1ª sessão ordinária da Câmara, no dia 26 do mês passado.
Ainda no dia 26 de janeiro, o prefeito Jorge Seba (PSD), ao lado do superintendente da Saev Ambiental, Luciano Passoni, e do presidente da Câmara Municipal, Daniel David (MDB), anunciou medidas administrativas, como a abertura de uma sindicância para apurar possíveis erros no faturamento das contas de água emitidas pela Saev Ambiental.
O chefe do Executivo orientou, na oportunidade, para quem ainda não havia efetuado o pagamento da conta em janeiro, que não pagasse até o refaturamento; e aqueles que já haviam realizado o pagamento, na hipótese de confirmação de erros no cálculo, seria feito ressarcimento através de desconto na próxima fatura.
Segundo apurado pelo Diário, a Autarquia realizou o refaturamento em alguns setores, considerados necessários, e focou no atendimento dos clientes, seja no presencial na Rua Pernambuco, nº 4.313, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Além de outros meios, como pelo WhatsApp (17) 3405-9195, na opção 4 há disponível o item “Análise de fatura de 2026”. Nesse canal, é necessário informar nome completo, telefone, endereço e encaminhar uma foto legível da fatura. A análise é feita em até três dias úteis. Conforme o resultado apurado, o munícipe pode solicitar o parcelamento do valor da fatura. A Saev Ambiental informou ainda que mantém o atendimento telefônico gratuito pelo número 0800-770-1950.
Apesar da análise das contas, os novos valores não agradaram a todos. É o caso do aposentado João Carlos, morador do bairro Pozzobon, na zona norte: “Eu pagava em média R$ 120,00 há muito tempo e veio uma fatura de quase R$ 380,00. Fui atrás e mexeram nos valores, caiu para R$ 346,27. Não virou nada”, desabafou.
Ao Diário, a Saev Ambiental negou qualquer aumento na fatura de água. O responsável pelo aumento teria sido o prazo maior entre as leituras, em decorrência das festividades de fim de ano, além do reajuste inflacionário de 4,68%, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado. Além disso, o aumento na fatura recebeu a colaboração da polêmica ‘Taxa do Lixo’, que atingiu 50% do valor em 2026. Ainda está previsto mais 25% em 2027 e 25% em 2028, atingindo o 100% de efetividade da cobrança. Outro fator apontado como causador do aumento foi a taxa de esgoto, atualmente em 100%.
Ao Diário, os manifestantes afirmaram que, junto ao protesto, seguem coletando assinaturas para um abaixo-assinado que será apresentado ao Ministério Público.
“Nosso foco é conseguir o maior número de assinaturas possíveis para peticionarmos o Ministério Público. O objetivo é a revisão da cobrança em no máximo 50% da taxa de esgoto, além de extinguir ou fixar a Taxa do Lixo, essa cobrança precisa ser justa, fixa, proporcional ao serviço prestado ao votuporanguense”, detalhou o líder comunitário, Emerson Queiroz.
“É importante deixar claro que não se trata de politicagem, de lado partidário, o movimento é orgânico, legítimo e motivado pelo aumento gigantesco no valor da conta de água”, concluiu.
Além do protesto deste sábado, o grupo prepara uma nova manifestação na Câmara, na próxima segunda-feira (9), durante a 3ª sessão ordinária da Casa de Leis.





