
Curso reúne profissionais da saúde e fortalece abordagem inovadora no cuidado com crianças com sinais de risco
O município recebeu, na última terça-feira (31.mar), o curso “Avaliação Interventiva em Crianças com Sinais de Risco para o Neurodesenvolvimento”, realizado no auditório do Sest Senat Votuporanga. A formação, promovida pela Secretaria da Saúde, reuniu 70 participantes, sendo 35 do município e 35 de cidades da região, e reforçou o papel local como polo de formação e inovação no cuidado com a primeira infância.
Participaram médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, gestores e outros profissionais que atuam diretamente no cuidado e acompanhamento de crianças, fortalecendo a atuação integrada das equipes.
O curso foi estruturado em três etapas estratégicas: a primeira realizada na modalidade on-line; a segunda etapa presencial sediada nos dias 30 e 31 de março de 2026; e a terceira etapa programada para 13 de abril, novamente em formato remoto.
A formação tem como objetivo capacitar os profissionais para atuarem de forma interventiva no processo de avaliação do neurodesenvolvimento infantil. Diferente do modelo tradicional, centrado apenas na emissão de diagnósticos, a Avaliação Interventiva propõe uma abordagem dinâmica e prática, permitindo que o momento da avaliação também marque o início do processo terapêutico.
Durante a abordagem, são introduzidos estímulos e mediações que permitem observar a capacidade de resposta e aprendizagem da criança, antecipando intervenções e ampliando as possibilidades de cuidado.
A secretária da Saúde, Ivonete Félix, destacou a importância da capacitação contínua das equipes: “Investir na qualificação dos nossos profissionais é fundamental para garantir um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente. Essa abordagem interventiva permite agir de forma mais rápida e assertiva no cuidado com as crianças”, aponta.
A formação foi conduzida por Cristiana Beatrice Lykouropoulos, fonoaudióloga, pesquisadora e gestora pública, atualmente vice-presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia (gestão 2025–2028) e mestre em Educação pela PUC-SP. Também atuou como articuladora de Saúde Mental na Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, supervisora de CAPSij e coordenadora-fundadora do Grupo de Trabalho de Saúde Mental da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, além de autora da obra O CAPSij e o desafio da gestão em rede.




