
Jales, Santa Fé do Sul e outras cidades do noroeste paulista registraram os menores de umidade do estado na quarta-feira (12). Alerta da Defesa Civil para onda de calor é válido a partir desta quinta-feira (13) e segue até o dia 19.
Cidades do noroeste paulista entraram em alerta vermelho na última quarta-feira (12.ago) devido aos baixos índices de umidade relativa do ar. O aviso da Defesa Civil coincide com o início de uma onda de calor nesta quinta-feira (13), que pode elevar as temperaturas em até 7ºC acima da média esperada para esta estação do ano.
De acordo com medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), Jales e Santa Fé do Sul tiveram a tarde mais seca do estado, com umidade em 23% na quarta-feira.
Na sequência, Votuporanga registrou 25% de umidade, seguida por Paulo de Faria, com 27%. Confira a lista completa abaixo.
Menores umidades relativas do ar registradas nesta última quarta-feira (12):
- Jales – 23%
- Santa Fé do Sul – 23,9%
- Votuporanga – 25,9%
- Barretos – 27%
- Paulo de Faria – 27,7%
- São José do Rio Preto – 28%
- Mirassol – 29%
- Ariranha – 29%
- José Bonifácio – 29%
- Auriflama – 29,5%
A umidade relativa do ar indica a quantidade de vapor de água presente na atmosfera. Quanto menor o índice, mais seco está o ar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana.
A escala utilizada para classificar a condição diz:
- Amarelo: De 21% a 30%: estado de atenção;
- Laranja: De 12% a 20%: estado de alerta;
- Vermelho: Abaixo de 12%: estado de emergência.
Diante da situação, o Inmet recomenda aos moradores:
- Beber bastante líquido;
- Evitar desgaste físico nas horas mais secas;
- Evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia;
O que explica o tempo tão seco?
Segundo William Minhoto, meteorologista e coordenador do Setor de Meteorologia da Defesa Civil do Estado de São Paulo, a combinação de uma massa de ar quente e seco com um bloqueio atmosférico sobre parte do Brasil dificulta a chegada de sistemas capazes de provocar mudanças no tempo.
Com isso, há maior incidência de radiação solar, aumento das temperaturas e redução da umidade do ar. A previsão é de que as condições de calor e tempo seco permaneçam até a próxima quarta-feira (19), sem expectativa de chuvas significativas para aliviar o cenário.
As regiões de Presidente Prudente e São José do Rio Preto, onde está Votuporanga, devem ser as mais afetadas.
Quais os riscos para a saúde?
A baixa umidade pode provocar ressecamento das mucosas, olhos e pele, além de irritação na garganta, sangramento nasal, tosse, desconforto respiratório e sensação de cansaço.
O ar muito seco também favorece a concentração de poeira, poluentes e partículas em suspensão, o que pode agravar sintomas de pessoas que já têm problemas respiratórios.
A combinação de calor intenso e baixa umidade também aumenta o risco de desidratação. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos que precisam de maior atenção durante o período.
Risco de queimadas
A combinação de calor, baixa umidade e ausência de chuva também favorece a ocorrência e a propagação de queimadas, de acordo com a Defesa Civil.
Com a vegetação e o material orgânico do solo mais secos, o fogo pode se espalhar com maior facilidade caso haja um foco de incêndio. A presença de ventos pode contribuir para o avanço das chamas.
A Defesa Civil orienta a população a não fazer queimadas nem utilizar fogo para limpeza de terrenos, não descartar bitucas de cigarro às margens de rodovias ou em áreas de vegetação seca e redobrar a atenção em áreas rurais.
Em caso de emergência, os moradores devem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.




