Vigilância Ambiental de Votuporanga alerta sobre os perigos da Leishmaniose Visceral

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Ação faz parte da Semana Estadual de Prevenção e Controle da Doença; já foram confirmados 123 casos em cães na cidade.


A Prefeitura de Votuporanga, por meio da Vigilância Ambiental, promove até a próxima sexta-feira (13), a “Semana Estadual de Prevenção e Controle da Leishmaniose Visceral”, visando divulgar informações no combate à doença, que é considerada grave e, se não tratada corretamente, pode levar a óbito; as principais vítimas são crianças e idosos, mas acomete principalmente os cães.

Nos humanos, os principais sintomas são febre irregular de longa duração por mais de sete dias, falta de apetite, emagrecimento e fraqueza, além de inchaço da barriga, por causa do aumento do fígado e do baço. Nos cães, os sinais se manifestam causando queda de pelos, emagrecimento, apatia, crescimento exacerbado das unhas e também feridas na ponta das orelhas e focinho.

Investigar os casos suspeitos de leishmaniose visceral humana e garantir o diagnóstico e tratamento adequado dos casos é dever do município. Por isso, é necessário permitir o acesso dos agentes de saúde em domicílios para exames dos cães e recolhimento dos que estiverem doentes. “Ações como essa são muito importantes para a prevenção e proliferação da doença, mas durante o ano todo, a Vigilância Ambiental realiza visita domiciliar e também a coleta de sangue dos animais, que é enviado para o Instituto Adolfo Lutz em São José do Rio Preto, referência nacional para diagnóstico da doença”, ressalta Samara Del Pino Fernandes, responsável pela Vigilância Ambiental.

De acordo com dados atuais da Vigilância Ambiental, até o momento foram coletadas 1.799 amostras de sangue canina das quais, 123 resultaram positivas para a doença; 1.584, negativas; e 92 aguardando resultado. Em humanos, esse ano não houve registros de Leishmaniose, mas os casos continuam ocorrendo nos cães.

Prevenção

A transmissão da doença acontece quando a fêmea do mosquito, conhecido como palha ou birigui, pica o cão infectado e, posteriormente, outro cão ou pessoa. Como forma de combate, é recomendado que a casa e o quintal devam estar sempre limpos, livres de matéria orgânica, que são resíduos vegetais, animais e húmus; recolher constantemente folhas de árvores, frutos caídos, fezes de animais e restos de madeira, pois esses materiais em decomposição favorecem a proliferação do mosquito palha; podar galhos de árvores para permitir entrada de sol e evitar umidade no solo; capinar o mato rasteiro e aparar a grama; embalar o lixo corretamente e destinar a coleta; e evitar que os cães fiquem soltos nas ruas, além de mantê-los com coleira repelente.

Transmissão

No Brasil, há duas espécies que estão relacionadas com a transmissão da Leishmaniose Visceral, o Lutzomyia longipalpis e o Lutzomyia cruzi. Esses vetores, que já foram encontrados em áreas urbanas ou rurais, apresentam um alto grau de adaptação em ambientes urbanos, sendo encontrado tanto no intradomicílio quanto no peridomicílio.
Para mais informações sobre a doença, notificar casos suspeitos ou solicitar exames, o telefone é o (17) 3406-3181, 3406-3175 ou 0800-770 9786.