
Em evento, presidente do Peixe defende que, quando reforma no clube for ocorrer, “o Conselho Deliberativo e o quadro de sócios conseguirão decidir o melhor caminho”
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, disse que a transformação pela qual o Santos está passando não está condicionada à adoção do modelo de SAF.
“Quando assumimos o clube, desde o início queríamos fazer uma transformação. Isso não está condicionado a um modelo de SAF, mas sim a uma gestão profissional, que é o que estamos fazendo”, disse o mandatário santista em um painel sobre o modelo de SAFs no Brasil no evento Sport & Business Summit, em São Paulo, nesta terça-feira.
“Talvez, se o momento do Santos fosse diferente quando assumimos, já poderíamos ter pensado em alguma reforma do tipo, mas é algo que ainda está por vir e, quando acontecer, tenho certeza de que o Conselho Deliberativo e o quadro de sócios conseguirão decidir o melhor caminho para a instituição.”
Ele ainda ressaltou que “os modelos de SAF ou clube associativo não são sinônimos de sucesso”.
“Resultado prático acontece quando você coloca em ritmo uma gestão com objetivos e metas bem definidas. No ano anterior, por exemplo, mesmo economicamente frágeis, buscamos alternativas no mercado para melhorar nossas receitas, procurando atingir exatamente os valores que precisávamos para cumprir com as obrigações”, defendeu Teixeira.
No evento, o presidente do Santos ainda comentou a contratação de Neymar, cujo contrato inicialmente é válido até 30 de junho.
Ele exaltou o crescimento do clube nas redes sociais, o aumento de receita com patrocínios e mandos de jogos e a expansão do quadro de sócios.
“O Neymar está fazendo com que o Santos amplie bem o seu horizonte, melhore as alternativas de receitas e olhe para os objetivos deste ano, que continuam tendo grandes obstáculos, com uma expectativa mais positiva. Queremos continuar dentro da linha da austeridade e transparência, fazendo com que o mercado entenda a nossa administração.”
Uma das principais transformações fora de campo, para além da chegada de Neymar e outros dez reforços, têm sido as intervenções na infraestrutura do clube.
O pai de Neymar vem capitaneando uma série de melhorias no CT Rei Pelé e na Vila Belmiro. Um dos principais alvos é a estrutura das categorias de base, que o presidente do Santos admite terem parado do tempo depois do sucesso que levou, por exemplo, ao título brasileiro de 2002 e à revelação do próprio Neymar.
“O futebol, independente do seu regime, deve estar focado nas divisões de base. Ao revelar talentos, você reinveste na estrutura do clube e suas finalidades. Mais do que isso, cria-se uma ação social, que transforma a vida das pessoas. O Santos fez muito bem isso no passado, o que nos trouxe sucesso, mas infelizmente paramos no tempo, enquanto outras equipes evoluíram.”
*Com informações ge