STF manda PM pedir desculpas a morador por invasão e danos em Rio Preto 

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STF condena Estado de SP a pagar indenização por danos à moto de homem destruída por policiais militares — Foto: Arquivo/Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Estado de São Paulo também deverá arcar com R$ 15 mil pelo conserto de motocicleta e R$ 10 mil de indenização; caso ocorreu no bairro Solo Sagrado, em 2023.


O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a determinação para que a Polícia Militar faça um pedido público de desculpas a um educador social que teve a residência invadida e a motocicleta danificada durante uma ação de policiais do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), em São José do Rio Preto/SP.

Além da retratação, o Estado de São Paulo deverá arcar com o conserto da motocicleta, avaliado em R$ 15 mil, e com R$ 10 mil de indenização por danos morais.

O episódio ocorreu em setembro de 2023, no bairro Solo Sagrado. Conforme o processo, policiais entraram na residência durante a madrugada e danificaram a motocicleta que estava no imóvel. A ação informa que não houve apresentação de mandado judicial que justificasse a entrada na casa.

A motocicleta teve, entre outros danos descritos no processo, fiação cortada e tanque e pneus perfurados. Segundo a ação, um modem e um aparelho celular também foram danificados.

Caso chegou ao STF

Na primeira instância, houve condenação por danos materiais e morais, mas o pedido de desculpas não foi inicialmente acolhido. Posteriormente, a decisão foi reformada para determinar também a retratação pública.

O Estado de São Paulo levou a discussão ao STF, sustentando que a reparação deveria ocorrer por meio de indenização financeira e questionando a imposição do pedido de desculpas.

O argumento não prevaleceu. Na decisão, o ministro Gilmar Mendes considerou que a reparação por dano moral deve ser proporcional e suficiente tanto para compensar a vítima quanto para desestimular a repetição de condutas abusivas por agentes do Estado.

O entendimento preservou, assim, a determinação de retratação pública como parte da reparação estabelecida no processo.