SP abrirá escolas públicas para oferecer merenda aos mais vulneráveis, diz Doria

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“O objetivo é garantir a segurança alimentar, principalmente aos alunos mais vulneráveis, um total de 770 mil estudantes da rede pública estadual de ensino”, afirmou o governador.


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (27) que, a partir do dia 1º de fevereiro, as escolas estaduais irão abrir, pelo modelo de revezamento para evitar aglomerações, a fim de oferecer merenda aos alunos da rede pública. Ao todo, serão 5 mil escolas que passarão a oferecer refeições aos estudantes. 

“O objetivo é garantir a segurança alimentar, principalmente aos alunos mais vulneráveis, um total de 770 mil estudantes da rede pública estadual de ensino”, afirmou o governador durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, a partir deste período as escolas também estarão abertas para orientar os alunos a respeito do uso de tecnologias virtuais de aprendizagem, incorporadas à rede pública para garantir o aprendizado durante fase de capacidade reduzida das salas de aula.

Famílias devem manifestar interesse 

As famílias dos alunos e os estudantes maiores de 18 anos que tenham interesse em receber a merenda a partir do dia 1º de fevereiro, antes do início do ano letivo oficial, precisam manifestar interesse no portal da Secretaria Escolar Digital – SED (https://sed.educacao.sp.gov.br). 

Caso tenham dificuldade de acesso, podem procurar a escola para auxiliá-los. As escolas realizarão busca ativa para auxiliar os alunos que tenham problemas para a acessar o sistema. 

Merenda na pandemia 

Com a suspensão das atividades presenciais nas unidades no ano passado, por conta da pandemia do coronavírus, o Governo do Estado implementou o programa Merenda em Casa.

Com objetivo de garantir a segurança alimentar dos alunos mais vulneráveis, mais de 770 mil alunos receberam por nove meses um auxílio no valor de R$ 55. Ao longo deste período, foram investidos mais de R$ 345 milhões no pagamento do benefício.