Silêncio – Hospital

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Por Paulo Cesar Rapassi

Do dia 30 de março ao dia 04 de abril, após um acidente doméstico, eu e minha esposa Ana Marta ficamos internados na Santa Casa de Votuporanga. Neste período fomos muito bem cuidados por toda a equipe do hospital e pelo Dr. Wagner. Única nota destoante foi a poluição sonora nas vias públicas no entorno da Santa casa.

A partir do dia 04 de abril estamos “hospitalizados” em casa com o carinho da família e atenção dos amigos. Assim tem sido a experiência do casal moradores natos desta cidade “Capital da Educação”, denominação dada pelo governador Geraldo Alckmin, admirador da nossa terra.

É pertinente perguntar se o município tem conhecimento de quantas pessoas, crianças, idosos, jovens fazem tratamentos de saúde em suas residências. Porque elas também são afetadas pela poluição sonora. Tem mais gente no mesmo barco precisando saber se o comandante está presente. “Ai do barco que não tem comandante.”

É possível imaginar, ainda mais neste período da pandemia, como é “fique em casa se puder” com a poluição sonora invadindo domicílios a qualquer hora do dia, vinte e quatro horas.

Ferem os ouvidos humanos, dos animais, dos pássaros, até eles reprovariam se vozes tivessem. Desrespeito à Lei do Silêncio da Constituição de 1988, e se me permitem, até as mães reprovariam tamanhas agressões. Dia das Mães está próximo, poluidores prestem homenagem a elas e silenciem seus veículos, ato de amor ao próximo e respeito aos pais, suas origens.

Saúde é um Bem de Todos! Vacine-se contra as poluições e viva a alegra saudável em casa.

Silêncio é saúde e todos merecem!