É hoje…
O jogo mais importante da história do CAV.
Talvez… o jogo mais importante da história de Votuporanga.
Mas jogos assim não começam hoje. Eles começam lá atrás.
1967…
A cidade descobria que podia sonhar.
A Associação Atlética Votuporanguense avançava em um dos formatos mais duros já disputados.
Eram 31 equipes, divididas em séries e grupos, em um campeonato longo, pesado, de sobrevivência.
Fase após fase.
Até restarem apenas oito. 2º fase Semifinal.
Cruzamentos entre grupos.
Só os mais fortes seguiam.
E ali… estava, talvez, o maior time da história do futebol votuporanguense.
Parou.
Mas não foi só uma queda.
Foi o nascimento de uma certeza: Dava.
1987…
O dia que Votuporanga parou.
O Estádio Plínio Marin lotado.
A Votuporanguense precisava vencer.
O São José jogava pelo empate.
Um campeonato gigante.
53 times na disputa.
Grupos longos, fases duras, meses de caminhada.
Segunda fase.
Depois semifinal em grupos, turno e returno…
Só os melhores sobreviviam.
E depois de tudo…
Era o último jogo.
Valia final.
Valia acesso.
Valia história.
Era o momento.
E não veio.
O tempo passou…
Mas a história não foi embora.
Ela ficou. Guardada em cada arquibancada.
Em cada torcedor.
Em cada geração que cresceu ouvindo: “Um dia vai acontecer.”
E hoje, mais uma vez,
A história coloca a Votuporanguense de volta,
Diante de um jogo desse tamanho.
E agora…
Não é mais promessa.
Não é mais lembrança. É realidade.
Hoje tem jogo.
Tem adversário.
Tem camisa pesada do outro lado.
Tem o Juventus.
Mas tem também algo que não se constrói em uma temporada.
Tem história acumulada.
Tem cicatriz. Tem espera.
E tem arquibancada.
Porque enquanto o tempo passava…
Teve quem nunca saiu, quem nunca desistiu.
Teve quem continuou indo.
Teve quem continuou cantando.
E hoje, mais uma vez, a TOV responde.
Vai. Como sempre foi.
Não por fase. Por identidade.
Cada faixa levantada carrega anos.
Cada canto carrega história.
Cada presença carrega pertencimento.
Hoje não entra em campo só um time.
Entra uma cidade.
Entra 1967.
Entra 1987.
Entra cada “quase” que virou combustível.
E entra também quem nunca deixou esse momento morrer.
Porque hoje…
Não é sobre bater na porta.
É sobre entrar.
Hoje não é mais espera.
É acerto de contas.
E quando a bola rolar na Arena Plínio Marin…
Que o estádio sinta.
Que a arquibancada jogue.
Que a TOV puxe.
Que a cidade empurre.
Que cada grito carregue décadas.
Porque não é só semifinal.
É acesso.
É virada de página.
É o jogo que separa história… de memória.
Hoje não tem quase.
Hoje não tem depois.
Hoje é tudo.
E quando o juiz apitar…
Que Votuporanga exploda.
Porque hoje…
Ou a história muda
Ou a gente muda ela na marra.
Porque o time entra em campo…
Mas quem carrega a história é a arquibancada.
E dessa vez…
Vai nem que seja no grito.
Pois dessa vez, não é só jogo.
É história.
Eduardo Cardoso
Um apaixonado por Futebol
Torcedor Fanático do CAV





