Santa Casa e a fisioterapia no tratamento da COVID-19

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Profissionais contribuem para atenuar os sintomas da doença e restabelecer saúde; saiba mais sobre o serviço.


Médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem são profissionais bastante conhecidos quando o assunto é saúde, principalmente em função da pandemia de Coronavírus (COVID-19). Mas na luta pela vida, existem mais especialistas na equipe multidisciplinar que atuam diuturnamente. 

Um deles é o fisioterapeuta, fundamental para o tratamento de pessoas com problemas respiratórios graves. Com foco multidimensional, monitora, indica e auxilia em técnicas que priorizam a manutenção e a melhora da condição respiratória e física do paciente acometido por COVID-19, desde o momento da chegada ao Hospital à alta. 

A fisioterapia respiratória desempenha um importante papel mediante os sintomas da doença com a finalidade de contribuir para atenuar os sintomas. Esta atuação ocorre em vários âmbitos, desde a participação na equipe multidisciplinar prestando assistência ao paciente grave (intubação e ventilação mecânica) até condutas de terapia para remoção de secreção brônquica e melhora da função respiratória. 

Os profissionais obedecem a uma escala. São 18 horas de trabalho, respeitando as jornadas inclusive nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento da doença, onde o fisioterapeuta fica exclusivo para essa assistência. 

Atendimento na enfermaria 

Pacientes hospitalizados por muito tempo tendem a ficar com menos mobilidade como consequência da dinâmica hospitalar e assim, se restringindo ao leito. A fisioterapia dispõe de condutas que preconizam mobilizações e visam preservar ou melhorar a integridade e amplitude do movimento articular e força muscular. 

Unidade de Terapia Intensiva 

Na UTI, estão os assistidos que precisam de atenção assistencial redobrada. O fisioterapeuta é responsável em avaliar as funções pulmonar, cardiovascular e musculoesquelética, observando as necessidades dos pacientes acamados e mais críticos. “Neste contexto, focamos na adequação da ventilação pulmonar, oxigenação tecidual, do favorecimento de posições corporais durante o período de imobilização, entre outros”, explicou a coordenadora Fernanda Menezes. 

O profissional faz o ajuste e o acompanhamento de dispositivos conectados ao paciente, previne a síndrome do imobilismo, comum a qualquer indivíduo que permaneça restrito ao leito e realiza manobras para manter os pulmões viáveis, ventilados, livres de qualquer secreção. “Essas ações contribuem para que o paciente saia o mais rápido possível da ventilação mecânica e consiga respirar sozinho, além de recuperar seus movimentos e autonomia o quanto antes, reduzindo efeitos negativos”, complementou. 

Fernanda explicou os desafios diários. “A prevenção de imobilidade ao leito, assim como da fraqueza muscular adquirida em UTI, a perda de funcionalidade e autonomia (que impossibilita de realizar movimentos e ações necessárias às atividades de vida diária) são abordados e amenizados através das técnicas aplicadas pela fisioterapia“, frisou. 

É importante dar continuidade na fisioterapia após a alta hospitalar. “A reabilitação pode levar alguns meses, dependendo do tamanho da sequela e do comprometimento físico do paciente, como a dificuldade para realizar suas atividades de vida diária e atividades domésticas simples”, disse a supervisora Emília Rodrigues de Faria e Ferreira. 

O provedor da Santa Casa, Luiz Fernando Góes Liévana enalteceu o serviço. “São profissionais que por muitas vezes ficam nos bastidores, mas que exercem um papel fundamental na recuperação de nossos pacientes hospitalizados. Agradeço o empenho de cada um que trabalham com amor, compromisso e humanização”, disse.