
“Assim que o estudo for concluído e o formato da homenagem definido, a decisão será comunicada oficialmente aos familiares e à sociedade”, afirmou o Hospital, em nota; reunião extraordinária foi convocada após o projeto que levaria o nome de Nicolas Souza Prado ser barrado de última hora na Câmara.
Jorge Honorio
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A Santa Casa de Votuporanga informou que, em assembleia extraordinária realizada entre seu Conselho de Administração e a Diretoria Executiva, nesta quarta-feira (1º.abr), decidiu por promover um estudo técnico e institucional para escolher a denominação do Hospital Materno-Infantil (HMI), e reafirmando o respeito à história de Nicolas Souza Prado e também de seus familiares confirmou que prestará uma homenagem ao menino no novo hospital.
“A Santa Casa conduzirá um estudo técnico e institucional para definir o local e a forma exata dessa homenagem. O objetivo é garantir que a reverência à memória de Nicolas ocorra de maneira adequada e digna, em total respeito à família e à importância do novo Hospital para a nossa comunidade. Assim que o estudo for concluído e o formato da homenagem definido, a decisão será comunicada oficialmente aos familiares e à sociedade”, afirmou em nota.
Constrangimento na Câmara
A decisão surgiu na esteira de uma saia justa iniciada na Câmara Municipal de Votuporanga, na última segunda-feira (30), quando horas antes do início dos trabalhos na Casa de Leis, uma mudança de posicionamento da Administração encaminhou um parecer considerando o hospital como “particular”, contrariando as autorizações anteriores e vetando a votação, que foi acatado pela procuradoria da Câmara e pelo presidente, vereador Daniel David (MDB).
A mudança súbita surtiu um efeito devastador. Inicialmente, o autor do projeto, vereador Serginho da Farmácia (PP) foi à tribuna, emocionado e com voz embargada anunciou a retirada da iniciativa de votação e disparou: “Vocês me desculpem, mas isso é uma vergonha!”
O pronunciamento foi um rastilho de pólvora e gerou revolta entre outros parlamentares, dentre eles o vereador Osmair Ferrari (PL), que não escondeu a insatisfação: “Isso é um absurdo. E se fosse filho deles? Nós já denominamos diversos espaços aqui e nunca tivemos esse tipo de situação. Em uma pesquisa rápida, achamos aqui seis ou sete ao longo dos últimos anos, mas se for caçar certinho vai achar muito mais. Isso é um absurdo!”
Em seguida, familiares e amigos de Nicolas Souza Prado, que marcavam presença em grande número nas galerias da Casa de Leis, em um ato de extrema resiliência e nobreza, atenderam ao chamado para uma foto à frente do Plenário Dr. Octávio Viscardi.
A situação embaraçosa se tornou o ponto alto da sessão ordinária e o desdobramento do constrangimento público se arrastou até o final dos trabalhos.
O Hospital Materno-Infantil deve ser construído em anexo a Santa Casa de Votuporanga. A unidade tem inauguração prevista para dezembro de 2027.




