O contrato de R$ 160 mil prevê a prestação de serviços de postagens de correspondência, notificações de dívida ativa, por e-Carta, Sedex, carta comercial, remessa local com comprovação de entrega, dentre outros.
Jorge Honorio
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A Saev Ambiental de Votuporanga/SP contratou a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos para a prestação de serviços de postagens de correspondência, notificações de dívida ativa, por e-Carta, Sedex, carta comercial, remessa local com comprovação de entrega, impresso especial, serviço de caixa postal, correio internacional, e demais correspondências da administração municipal.
A contratação, ao custo de R$ 160.175,00, foi assinada pelo superintendente da Autarquia, Osvaldo Carvalho da Silva, nesta quarta-feira (8.abr), e consta no Diário Oficial Eletrônico do Município, desta quinta-feira (9).
Correios em crise
A estatal de correios e telégrafos do Brasil vive uma crise sem precedentes. Em 2022, a empresa fechou o balanço com um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit pulou para R$ 2,5 bilhões. O rombo de 2025 ainda não foi oficialmente fechado.
Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam, no início deste ano, R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal.
O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano.
No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido.
Na tentativa de equilibrar as contas, os Correios anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação, com plano de demissão voluntária. No geral, o programa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências, uma delas foi a agência do bairro Pozzobon, na zona norte de Votuporanga — hoje os Correios têm aproximadamente 5 mil unidades.
Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos.
A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas.





