Presidente do CAV lamenta queda no Paulistão A2 e prega união 

39
Presidente do Clube Atlético Votuporanguense, Edilberto Fiorentino – Caskinha – Foto: CAV/Divulgação

Por meio de uma declaração pública, Edilberto Fiorentino – Caskinha, reafirmou a seriedade do trabalho à frente do Clube Atlético Votuporanguense.


O presidente do Clube Atlético Votuporanguense, Edilberto Fiorentino – Caskinha, veio à público nesta terça-feira (5.mai), lamentar profundamente a desclassificação e o não acesso à Série A1 do Paulistão, a elite do futebol no Estado de São Paulo: “um sonho que sempre teve à frente do Clube Atlético Votuporanguense e que era compartilhado por toda a cidade e pela nossa torcida”, afirmou o gestor.

Na publicação, Caskinha repudiou com veemência qualquer teoria ou boatos sobre uma possível negociação para “entregar” o jogo do acesso: “Agora, falar de teorias de conspiração, de entregar jogo, isso é algo sem nexo e sem fundamento algum. A Série A do Paulista representaria uma receita, só em cota da FPF, que poderia nos trazer um alívio financeiro, fora grandes empresas que patrocinam, fora a possibilidade de receber um time grande em Votuporanga, o que representaria uma boa renda ao clube. Também teríamos grande chance de jogarmos uma Série D em breve.”

“Para vocês terem ideia, no jogo da ida contra o Juventus, mudamos toda nossa logística, inclusive trocamos de hotel em São Paulo do que usamos na primeira fase, visando dar mais conforto e descanso aos atletas. Viajamos com boa antecedência, tudo para fazermos uma grande partida no jogo da ida. Quem faz tudo o que fazemos para essas duas partidas, quem faz tudo o que foi feito durante todo o campeonato, dando totais condições para que os atletas sempre pudessem desenvolver o melhor futebol, visando o melhor resultado em campo, iria agora vender jogo?”, emendou.

“Tanto atletas como diretoria são formados por homens dignos, honrados e honestos, que não aceitariam tamanha besteira de ao menos pensar na hipótese de vender um sonho”, reiterou.

“Infelizmente no jogo do acesso, tivemos, na verdade, uma das piores apresentações nossa no ano. Fatores para isso, não sei ao certo. Fato é que o time não foi bem no jogo mais importante para nós. Desde a chegada de Viola, com exceção do jogo contra o XV na última rodada da primeira fase, em todos os demais jogos o time sempre competiu, no mínimo, de igual para igual com todos os adversários. Infelizmente, na partida mais importante de nossa história, deu-se um apagão geral”, resumiu o presidente do CAV. 

Em seguida, Caskinha se dirige a torcida da Pantera Alvinegra: “Fica um recado ao torcedor: primeiro, um pedido de desculpas por não conseguirmos alcançar não somente o sonho deles, mas o nosso sonho também. Eu, como presidente do clube, assumo minha responsabilidade e peço desculpas por frustrar nossa imensa torcida. Sou grato a todos do clube: às tias da cozinha e da limpeza, às meninas do escritório, ao pessoal da manutenção do gramado, à nossa comissão técnica, aos atletas, a Rogerinho, Glauber e Marcello Stringari. Desculpas ao Helton Borges, Roberto Beleza e Dimas Geraldo. Vi o quanto vocês todos, assim como minha família, sofreram e ainda sofrem com o resultado dessa última partida. Mas temos que seguir trabalhando, aprender com os erros, ver onde evoluímos e continuar acreditando. Ficar chorando, ficar procurando teorias, isso infelizmente não fará o tempo voltar. Temos que seguir em frente, e no futuro está aquilo que almejamos. Ninguém disse que seria fácil, mas vamos juntar forças e seguir planejando para fazer o CAV amanhã maior do que é hoje.” 

“Quero também fazer um pedido aos que acreditam em nossa diretoria, aos que realmente amam este clube. Primeiro, agradecer pelo apoio, principalmente na parte final do campeonato. Mas quero deixar um pedido: que nos ajudem desde o início do campeonato. Empresários que já nos apoiam, vocês não imaginam o quanto é importante ter vocês ao nosso lado o ano todo. Outros que vieram na fase final puderam visualizar o quão lindo é e o que movimenta o futebol. A cidade estava linda, vestindo nossas cores. Os olhos das crianças brilhavam vendo a possibilidade de termos o acesso. Peço aos que tenham condições, seja da grande ou da pequena ajuda, que venham desde já nos ajudar. Futebol é a paixão do votuporanguense e do povo brasileiro, mas é extremamente caro. O acesso, com certeza, nos traria possibilidades de termos um pequeno alívio financeiro, mas ele não veio. Nunca, durante todo o campeonato, atrasamos por um dia sequer, seja salário ou premiação por objetivos alcançados”, prosseguiu o dirigente alvinegro. 

Por fim, Caskinha projeta a sequência da temporada no Votuporanguense: “Agora focamos nosso trabalho com a base e seguiremos dando continuidade, agora com os atletas do Sub-15 e Sub-17, em ambos os Campeonatos Paulistas neste ano de 2026.” 

“A derrota veio, as contas seguem, e também seguimos querendo nosso acesso. Por isso, reforço: ajudem desde o início a termos novamente condições de brigar para que nosso sonho permaneça mais vivo do que nunca”, concluiu Edilberto Fiorentino.