Polícia Ambiental autua indivíduo por prática de caça ilegal em Ouroeste 

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Polícia Ambiental autua indivíduo por prática de caça ilegal em Ouroeste – Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Suspeito foi autuado em R$ 500,00; um kit completo para a caça, incluindo uma espingarda de pressão de alto calibre, faca camuflada, lanterna e munições específicas foi apreendida.


Uma ação da Polícia Militar Ambiental resultou na autuação de um homem por caça ilegal na zona rural de Ouroeste/SP, neste domingo (18.jan). O flagrante ocorreu durante as operações Impacto e Piracema, que buscam intensificar a proteção da fauna e coibir crimes ambientais na região. Uma equipe do Grupo Especial de Policiamento Ambiental em Áreas de Risco (GEPAAR) patrulhava a Estrada do Córrego do Galo quando avistou um motociclista saindo de um canavial em atitude suspeita, o que motivou a abordagem imediata.

Ao ser questionado pelos policiais, o condutor da motocicleta, identificado como F.J.M., admitiu que estava na área com a intenção de caçar animais silvestres, alegando que o objetivo seria a subsistência. Entretanto, o homem não apresentou o Cadastro Técnico Federal nem a autorização necessária do proprietário da terra para estar no local, documentos que são obrigatórios para qualquer atividade dessa natureza. Diante da irregularidade, os agentes realizaram uma revista e encontraram um kit completo para a prática, incluindo uma espingarda de pressão de alto calibre, faca camuflada, lanterna e munições específicas.

Em razão do ocorrido, o indivíduo recebeu uma multa ambiental no valor de R$ 500. A punição foi aplicada com base na legislação estadual, que proíbe a caça de espécimes da fauna silvestre sem a devida licença ou permissão de órgãos competentes. Todo o material utilizado na atividade foi apreendido pelos policiais ambientais como parte dos procedimentos administrativos.

Além da multa financeira, o caso terá desdobramentos na esfera criminal, já que a conduta é tipificada como crime ambiental pela Lei Federal nº 9.605/1998. A ocorrência será encaminhada ao Poder Judiciário, que deverá analisar os fatos e decidir sobre as penalidades cabíveis. A Polícia Ambiental reforça que a fiscalização em áreas de preservação e mananciais segue intensificada para garantir a reprodução das espécies e o equilíbrio do ecossistema local.