PM diz que vídeo em que policiais colocam fogo em cruz representa ‘superação de limites físicos’ e nega associação política, racial ou religiosa 

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Vídeo foi publicado nas redes sociais do Baep de São José do Rio Preto — Foto: Reprodução/Instagram

Imagem foi publicada na rede social do Baep de São José do Rio Preto/SP, na terça-feira (15), e apagada após reações negativas. Corporação disse que vai investigar as circunstâncias da produção dos vídeos.


A Polícia Militar informou que o vídeo em que os agentes do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de São José do Rio Preto/SP aparecem queimando uma cruz com o braço erguido na altura do ombro mostra uma cerimônia de encerramento de um treinamento noturno. A postagem foi apagada após a repercussão negativa.

A PM disse que o material foi produzido durante o ritual pelas próprias equipes do batalhão, com o intuito de representar simbolicamente a superação dos limites físicos e psicológicos enfrentados, mas que em nenhum momento houve intenção de associar a ideologias políticas, raciais ou religiosas.

Ainda assim, a corporação afirma que vai investigar as circunstâncias da produção dos vídeos. A Polícia Militar ainda completou que repudia qualquer alusão a símbolos nazistas, bem como qualquer manifestação de intolerância, preconceito ou discriminação.

A imprensa também questionou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre o teor das imagens. Em nota, a SSP informou que, assim que teve ciência do vídeo, a corporação instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias do caso. Se comprovadas as irregularidades, os envolvidos serão responsabilizados.

O Ministério Público (MP) instaurou procedimento por meio da promotoria de Justiça de São José do Rio Preto para apurar a veiculação do vídeo e possível associação a rituais religiosos. 

O vídeo

O vídeo mostra uma cruz em chamas e uma trilha com velas. Em outro trecho aparece um brasão de fogo no chão, no qual consta a palavra “Baep”, com pelo menos 14 policiais ao redor.

Em meio à fumaça, os agentes aparecem com o braço erguido na altura do ombro. Ao fundo, viaturas e bandeiras da corporação também aparecem nas imagens.

Na web, as ações foram comparadas com um ato nazista. Outros classificaram como algo “desrespeitoso” e “fora dos padrões”.