PF avalia que Bolsonaro teve ferimentos leves após queda e atende a pedido para encaminhá-lo ao hospital 

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Jair Bolsonaro: ex-presidente caiu durante a madrugada – Foto: Ton Molina/Getty Images

Médico da PF havia descartado necessidade de encaminhamento à unidade hospitalar, mas médicos particulares solicitaram a ida.


A Polícia Federal informou, nesta terça-feira (6.jan), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve ferimentos leves após cair da cama durante a madrugada. No entanto, não foi identificada a necessidade de atendimento hospitalar.

“Na manhã desta terça-feira (6/1), o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação“, diz a nota.

Apesar disso, por pedido dos médicos particulares de Bolsonaro, a PF informou sobre o encaminhamento do ex-presidente à unidade hospitalar para a realização de exames.

A informação da transferência também foi dada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, pelas redes sociais. Mais cedo, ela relatou nas redes sociais que Bolsonaro teria caído da cama enquanto dormia e batido a cabeça em um móvel.

Segundo ela, Bolsonaro só teria sido socorrido quando foi ser chamado para a visita dela. “Meu amor não está bem”, relatou.

“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para a minha visita”, afirmou Michelle.

Integrantes da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmaram que houve atendimento no local e minimizaram a gravidade do episódio.

Saúde de Bolsonaro

O episódio ocorreu poucos dias depois de Jair Bolsonaro apresentar melhora no quadro de saúde. Na semana passada, ele havia deixado o hospital DF Star, em Brasília, após permanecer internado por nove dias para uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. 

A internação começou em 24 de dezembro e terminou no primeiro dia do ano. Nesse período, Bolsonaro também passou por um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para controlar crises recorrentes de soluços. 

Segundo a equipe médica, o problema estaria relacionado a complicações da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018. 

Desde que voltou à custódia da Polícia Federal, no dia 1º, aliados e interlocutores vinham relatando uma evolução clínica considerada positiva, com redução significativa das crises de soluço. 

Ainda assim, pessoas ouvidas sob reserva afirmam que Bolsonaro passou a relatar dificuldades para dormir. A queixa, segundo esses relatos, estaria associada ao funcionamento contínuo e ao barulho do sistema de ar-condicionado da unidade onde está custodiado.

A defesa levou a reclamação ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmaram que o barulho compromete o repouso do ex-presidente e solicitaram medidas como isolamento acústico ou adequação do espaço. Na segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições relatadas. 

Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.