Investigação aponta cobrança de juros abusivos e ameaças a devedores em São José do Rio Preto/SP. Justiça bloqueou imóvel avaliado em R$ 2 milhões e sequestrou veículos.
A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de comandar um esquema de agiotagem em São José do Rio Preto/SP e apreendeu veículos de luxo avaliados em cerca de R$ 500 mil nesta quarta-feira (17.jun).
A ação faz parte de uma série de investigações voltadas ao combate da concessão ilegal de empréstimos e crimes relacionados.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de um imóvel de alto padrão em um condomínio fechado em Mirassol/SP, avaliado em cerca de R$ 2 milhões. Há suspeitas de que a casa tenha sido adquirida com recursos provenientes da atividade de agiotagem.
Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, mandado de busca e apreensão domiciliar e ordens judiciais para bloqueio de bens supostamente adquiridos com dinheiro obtido por meio da atividade criminosa.
Esquema envolvia juros abusivos e ameaças
De acordo com as investigações, o suspeito mantinha uma estrutura organizada de concessão clandestina de crédito, cobrando juros considerados abusivos das vítimas.
Ainda conforme a polícia, as cobranças eram acompanhadas de ameaças e constrangimentos para forçar o pagamento das dívidas.
Durante a apuração, os investigadores reuniram documentos que reforçam os indícios da prática criminosa. Entre eles, confissões de dívida, notas promissórias em branco e registros de movimentações financeiras que demonstrariam a continuidade e a habitualidade do esquema.
Veículos de luxo foram apreendidos
No cumprimento das ordens judiciais, o investigado foi localizado e preso. Também foram apreendidos quatro veículos atingidos pelas medidas de sequestro judicial: uma motocicleta BMW S1000 RR 2025/2026; um Hyundai HB20 Comfort 2023/2024; uma motocicleta Zontes T350 X 2026/2027; e uma caminhonete Ram Rampage Rebel 2023/2024.
De acordo com a polícia, os veículos somam cerca de R$ 500 mil e são apontados como possíveis produtos ou proveitos das atividades ilícitas investigadas.
*Com informações do g1





