Morre Amelinha Teles, voz histórica na luta pela democracia e pelos direitos das mulheres

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Como escritora, Amelinha Teles transformou a própria experiência de resistência em literatura e memória, registrando a violência da ditadura e a luta pelos direitos das mulheres – Foto: Assessoria/Unifev
@caroline_leidiane

Morreu nesta terça-feira, 15 de setembro, aos 81 anos, Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, histórica militante política, feminista, jornalista e ativista dos direitos humanos. Presa e torturada durante a ditadura militar, construiu uma trajetória marcada pela defesa da democracia, dos direitos das mulheres e da preservação da memória das vítimas da repressão.

Amelinha esteve em Votuporanga em 2016. Ao lado da irmã, Criméia Almeida, participou de uma agenda que integrou a programação do Festival Literário de Votuporanga (Fliv) e atividades promovidas pelo curso de Direito da Unifev. Na ocasião, as duas compartilharam relatos sobre suas experiências de resistência durante a ditadura militar e participaram de encontros relacionados à luta pelos direitos das mulheres e à articulação da Rede Panapanã.

Fundadora da União de Mulheres de São Paulo, Amelinha dedicou décadas à luta contra a violência de gênero, pela democracia e pelos direitos humanos. Em outro momento, esteve em Votuporanga para palestrar no Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram).

Aos 81 anos, ela deixa um legado de coragem, resistência e testemunho enfatizado pelo compromisso de não permitir que as violências do passado sejam silenciadas.