Por outro lado, presidente reeleito comentou que “poucos países têm a perspectiva de futuro no curto, médio e longo prazo que tem o Brasil.”
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu nesta sexta-feira (6.nov) que o ano de 2026 termina “menos exitoso” do que ele gostaria na economia. Por outro lado, avaliou que “poucos países têm a perspectiva de futuro no curto, médio e longo prazo” comparável à do Brasil.
“A gente está terminando um ano menos exitoso do que gostaria. Gostaria que a economia estivesse crescendo 10%, desemprego zero, salário mínimo de R$ 5 mil. Tudo bem maior. Mas a gente nunca consegue tudo. A gente consegue aquilo que é possível a gente construir. E ninguém conseguiu construir mais do que nós”, comentou a ministros e jornalistas após reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília/DF.
Mesmo reconhecendo indicadores econômicos abaixo das expectativas da gestão, o petista disse que o atual governo “é possivelmente o mais exitoso desde que eu deixei a Presidência”, em 2010.
“[Michel] Temer não cresceu, [Jair] Bolsonaro não cresceu. Voltamos e a economia voltou a crescer”, seguiu, citando feitos como a menor inflação acumulada em quatro anos de mandato desde o Plano Real e valorização do salário mínimo.
O mandatário também destacou a aprovação de pautas importantes, como a isenção do Imposto de Renda (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil e a reforma tributária, mesmo diante de um Congresso Nacional, segundo ele, “teoricamente adverso”.
“Quem conseguiu aprovar mais coisa do que nós? [José] Sarney, que foi presidente da República na [Assembleia] Constituinte, elegeu 23 governadores e 306 [deputados] constituintes e não teve facilidade que nós tivemos de aprovar as coisas”, comparou.
Para Lula, o governo mostrou capacidade de diálogo com outros partidos e espectros políticos, algo que ele espera manter no quarto mandato, que se inicia em 2027. “Sabe o que significa isso? Competência, negociação, capacidade de persuasão e de fazer entendimento”, declarou.
“Até política de reforma tributária nós fizemos. Quem é que imaginava que a gente pudesse zerar imposto pra quem ganha até R$ 5 mil e taxar um pouco, ainda muito pouco, os mais ricos? Sonho que, um dia, a gente vai ter estado de bem-estar social de verdade. Em que as pessoas possam viver melhor. Nós temos a chance, tá ao nosso alcance.”





